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sábado, 23 de abril de 2011

Atividade Física durante a Gestação


Manter a prática regular de exercícios físicos é um dos fatores fundamentais para a manutenção da saúde e bem-estar. Durante a fase da gestação não é diferente: exercitar o corpo neste período prepara os músculos, melhora a circulação sanguínea e linfática, aumenta o nível de energia e endorfinas, promovendo maior disposição e alívio de estresse.

Quando há uma rotina de exercícios já estabelecida (idealmente 30 minutos, três vezes por semana, no mínimo), a mulher poderá continuar suas atividades com segurança desde que se certifique que não há nenhum problema com a gestação, diminua a intensidade dos exercícios, sempre mencionando sua condição ao instrutor. Durante esta fase não se deve exaustar, por isso, longos períodos de exercícios aeróbicos precisam ser evitados. Desidratação e temperatura corporal elevada podem prejudicar o fluxo sanguíneo e aporte de oxigênio ao bebê, desta forma, a ingestão de líquidos se torna indispensável!

Quando a mulher não mantinha o hábito de se exercitar antes da gravidez, sugere-se que comece realizando caminhadas ou natação no primeiro trimestre, com suavidade e progressivamente. Após esta adaptação, é interessante que se tente novas formas de exercícios, considerando, claro, que não se tenha experimentado qualquer sangramento ou cólica durante a fase inicial.

Em todo caso, antes de começar, é importante que se verifique, com o médico ou parteira, as condições específicas da gestação e aptidão aos exercícios. Um profissional de educação física poderá criar exercícios adaptados para gestantes para que se desenvolva uma prática saudável e benéfica para mãe e bebê, de maneira lenta e sem exageros.

Os exercícios listados abaixo são particularmente adequados durante a gestação:

Natação
Algumas braçadas em uma piscina podem ser extremamente energizantes! O suporte da água diminui o peso corporal de modo que se pode mover livremente, melhorando a flexibilidade e resistência. Ela também ajuda a estimular o fluxo sanguíneo em torno o corpo. O método Shaw (abordagem integrada de natação que aplica princípios da Técnica de Alexander) ensina a maneira mais eficiente de usar o corpo. Outra ótima forma de exercício na água é modalidade recentemente criada Acqua Yoga, já oferecidas por muitos clubes e academias.

Caminhadas
Assim como a natação, as caminhadas são totalmente compatíveis com a gestação. Uma rápida caminhada realmente ajuda a estimular os sistemas cardiovascular e respiratório. A caminhada é apropriada, sobretudo, para estimular a circulação das pernas, prevenindo varizes. Além disso, atividades ao ar livre (locais arborizados e longe de poluição, caso contrário, a academia é mais apropriada) estimulam um bom sono e relaxamento. Pedalar é uma alternativa com vantagens similares.

Dança
Aulas de dança são descontraídas, divertidas, ótimas para socializar, ideais para manter o condicionamento físico e, ainda, aumentar a percepção corporal. Existem muitos de tipos de dança oferecidos pelas academias e estúdios: de Dança do Ventre (bem interessante para a situação) à Salsa, as possibilidades parecem infinitas!

Pilates
Maneira gentil de exercício que melhora a flexibilidade, força e vigor. O Pilates enfatiza as posturas e alinhamentos, trabalhando mente e corpo ao mesmo tempo. Induz profundo relaxamento e incrível senso de controle do corpo (muito útil para o trabalho de parto). Os exercícios podem ser adaptados para as necessidades individuais e por isso, ser praticado com segurança durante a gestação, desde que se conheça as técnicas básicas e evite certas posturas. Um profissional treinado e qualificado oferecerá todo suporte necessário. Para mulheres que nunca tenham praticado Pilates antes, não se aconselha a prática no primeiro trimestre.

Yoga
Algumas modalidades do Yoga são amplamente indicadas para gestantes, principalmente durante o segundo e terceiro trimestre. Praticado regularmente, fortalece os músculos, aumenta a flexibilidade e melhora a postura. A prática do Yoga vai além dos asanas (posturas físicas), envolvendo também os pranayamas (técnicas de respiração) que serão úteis neste momento especial. Algumas posturas são totalmente adequadas para a gestação, enquanto outras podem ser até perigosas. Desta forma é melhor atender a classes de Yoga Pré-natal (direcionadas especificamente para gestantes) ou perguntar para o instrutor como adaptar posturas.

T’ai Chi
Descrita com uma “meditação em movimento”, o t’ai chi é uma arte marcial não combativa que envolve movimentos lentos em uma série de posturas. As séries são repetidas uma após a outra, produzindo séries de movimentos fluidos e sincronizados. Esta antiga arte da Cultura Tradicional Chinesa envolve movimentos controlados e lentos com o objetivo de fazer a energia (chi) circular por todo o corpo. Mantém a consciência alerta e foco sobre os acontecimentos do corpo e mente no momento presente.

FONTE: Pregnancy, the natural way. Anne Charlish e Kim Davies

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dores nas costas durante a gestação


Quase todas as mulheres sofrem de dores nas costas durante algum momento da gravidez. Cada corpo é único: enquanto algumas gestantes sentem dores intensas, outras podem sentir leves desconfortos.

As dores nas costas logo no início da gestação são relacionadas à deslocação do centro de gravidade do corpo da mulher e às transformações hormonais que acontecem neste período. Durante a gravidez, os hormônios prepararam o corpo para o parto através do afrouxamento dos ligamentos que unem os ossos da pelve e da coluna. Muitas mulheres sentem dor nas costas nas em pé, em flexão ou até mesmo deitadas. O aumento do útero também enfraquece os músculos abdominais, alterando a postura e exercendo pressão sobre as costas.

Muitas mulheres sentem dores agudas em toda a extensão da coluna, na região lombar, além de sua irradiação para pernas e nádegas. Esta dor intensa freqüentemente é resultado da pressão da cabeça do bebê sobre os ossos pélvicos e nervos, o que pode causar sensação de pernas fracas ou adormecidas.

Tratamento
Existem várias maneiras de aliviar algumas das dores nas costas durante a gravidez. Descansar em um banho morno de imersão ajuda a relaxar toda a parte posterior do corpo dolorida. É importante ressaltar que a temperatura da água não deve ultrapassar 38°C, podendo ser perigoso. Aplicar compressas frias diretamente nas áreas afetadas é uma pratica segura e também pode ajudar a diminuir as dores.

Prevenção
Naturalmente, o ideal seria evitar que as dores nas costas acontececem. Embora não haja garantias, algumas medidas simples podem evitar o agravamento deste desconforto tão comum durante a gravidez:

• Exercícios: Começar um programa de exercícios personalizado no início da gravidez ajuda a fortalecer e alongar os músculos das costas e pernas. Confira os exercíos mais adequados no post sobre Atividade Física durante a gestação.

Postura: Manter a coluna ereta. Quando sentada por longos períodos, a mulher pode fazer o exercício de esforçar-se para manter os pés ligeiramente levantados do chão, além de realizar pausas freqüentes para levantar-se e caminhar, alongando os músculos e ligamentos e aliviando as dores nas costas.

Calçados adequados: Para a maioria das mulheres grávidas, sapatos confortáveis são os baixos. O salto alto não é recomendado, principalmente quando se pretende evitar dores nas costas desnecessárias.

 Flexão dos joelhos: Ao levantar e ao carregar objetos os joelhos devem ser flexionados e não a cintura. Isso ajudará a prevenir lesões.

Medidas de conforto
Entre outras modalidades que se pode usar para ajudar a aliviar dor nas costas durante a gravidez, destacam-se as cintas e almofadas anatômicas, desenvolvidas especialmente para gestantes.

Durante o dia, as cintas oferecem apoio para a marcha, acrescentando o apoio adicional necessário para o conforto da coluna e, à noite, uma almofada anatômica fornece suporte para todo o corpo.
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Uma boa almofada para a gravidez deve apoiar a cabeça, pescoço, ombros, abdômen e pernas. A posição de lado é mais indicada e pode ser mais confortável e adaptada colocando-se o travesseiro entre as pernas. Estes incríveis travesseirões também ajudam a acomodar a barriga crescente e revelam-se úteis e efetivos também para o pós-parto, portanto, valem o investimento!

Quanto às cintas de sustentação, deve escolher um modelo específico para gestantes, sempre de acordo com as recomendações do médico. Ela manterá o suporte do abdômen na postura, evitando assim dores nas costas durante a gravidez. As cintas também podem abrandar desconfortos associados com varizes, já que ao manter abdômen e útero melhor posicionados, diminui a pressão em algumas veias abdominais.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O vídeo do Parto



Vídeo imperdível sobre as responsabilidades e escolhas do Nascimento!


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Plano de Parto


Um plano de parto é uma carta de exatamente como a parturiente (termo utilizado para designar ‘aquela que está em trabalho de parto ou pariu há pouco tempo’) deseja que as coisas aconteçam durante e após o parto. Este plano deve incluir todos os detalhes: de que tipos de métodos de alívio de dor poderão ser utilizados até quem serão os acompanhantes do parto. Também especifica onde se deseja ter o bebê: em casa, hospital ou clínicas especializadas (casas de parto). Esta carta deve ser entregue ao médico responsável, hospital ou clínica onde será realizado o parto e, se possível, anexado ao prontuário (no caso do parto hospitalar), assegurando o respeito às vontades da mulher.

Estes planos são absolutamente individuais, visto que o que é agradável para uma mulher, não é, necessariamente, para outra. Cada mulher, gestação e parto são únicos. É comum que a gestante se sinta perdida entre tantas opções e opiniões, por isso escrever um plano de parto ajuda a organizar idéias, estabelecer prioridades e determinar preferências. Também pode ser útil assinalar questões em que as possibilidades não estejam claras. Um médico ou uma doula poderá esclarecer as dúvidas, ajudando a mulher a fazer escolhas adequadas para um parto tranqüilo e seguro.

O plano deve ser discutido, sobretudo, com o parceiro e com qualquer outra pessoa que estará presente no parto, assim todos estarão cientes do desejo da parturiente. De qualquer forma, as circunstâncias podem mudar, por isso uma atitude flexível será necessária se a situação não seguir conforme o planejado.

Itens indispensáveis de um plano de parto:

  • Onde deverá acontecer;
  • Quem assistirá à parturiente (médico, parteira, enfermeira);
  • Quem estará presente (parceiro, amigos, familiares, doula, terapeuta)
  • Considerações sobre monitoramentos, métodos de indução de parto, medicamentos para manejo da dor e sobre episiotomia (corte no períneo - grupo de músculos pélvicos - para ampliar a abertura vaginal);
  • Como se pretende gerenciar o parto: liberdade de movimento, alimentação, ingestão de líquidos, banhos, massagens, etc;
  • Utilização de materiais como bola, aparelhos de som, óleos essenciais, ou o que se deseje levar para o quarto;
  • Como deve ser o tratamento do bebê após o parto (contato, amamentação, procedimentos de limpeza);
Este plano é uma lista de preferências e não uma previsão do que realmente vai acontecer. O trabalho de parto e parto podem tomar rumos inesperados, singulares. Se o plano será ou não seguido dependerá dos acontecimentos de antes, durante e depois do parto. As vantagens e riscos de cada procedimento devem ser avaliados pela parturiente e seu parceiro.

Por isso, este plano é provisório, não compromete a parturiente a seguir o que foi pré-estabelecido, podendo alterá-lo conforme seu desejo. A equipe que assistir ao parto também deve estar preparada para desvios do plano, se necessário, para preservar a saúde da mãe e do bebê.

No link http://www.amigasdoparto.com.br/plano3.html estão disponíveis informações muito bem detalhadas sobre todas as opções, possibilidades e situações que devem ser consideradas na hora de criar este documento. Neste outro http://www.birthplan.com/ (em inglês) você poderá criar online um plano de parto personalizado.
 
Este simples exercício, além de documentar todas as ressalvas para o parto, fará com que a gestante reflita profundamente sobre seus desejos, fazendo-a sentir-se mais segura no momento decisivo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O uso das Terapias Naturais durante a Gestação


A gestação é um momento em que a mulher passa por intensas transformações: alterações hormonais, oscilações emocionais e desconfortos físicos que podem ser decisivos para a perda de qualidade de vida da gestante.

Os cuidados da maternidade moderna melhoraram significativamente, ampliando a saúde e bem-estar da mulher grávida. A Medicina tem papel fundamental na proteção da saúde da mãe e da criança, porém o suporte oferecido pelas Terapias Naturais não deve ser subestimado. Neste sentido, tais práticas surgem como aliadas no tratamento das queixas mais comuns deste período, como enjôos matinais, dores nas costas, inchaços, sensibilidade aumentada nos seios, insônia, etc.

Estas terapias são aplicadas com sucesso também durante o parto, e pós-parto, auxiliando no tratamento de desequilíbrios como a depressão pós-parto e dificuldade de amamentação, além de contribuírem em situações como infertilidade e abortos, complementando as ações da Medicina Convencional.

As Terapias Alternativas ou Terapias Naturais Complementares (termo mais adequado) vêm conquistando cada vez mais espaço na área da saúde, por promoverem a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de seus praticantes. Estes recursos e técnicas são empregados para a promoção, manutenção e restabelecimento da saúde, visando o equilíbrio do indivíduo de forma integral, ou seja, considerando o ser humano em todos os seus aspectos: social, físico, mental, emocional, espiritual e energético.

As terapias que geram, reconhecidamente, benefícios a mulheres no período da gestação são inúmeras. Algumas modalidades que merecem destaque: Aromaterapia, Acupuntura, Reflexologia, Terapia Nutricional, Homeopatia, Fitoterapia, Florais de Bach, Cromoterapia, Hidroterapia, Yoga e Meditação.

Apesar das diferentes opiniões a respeito da contribuição das Terapias Naturais no nível físico, não há como se negar que tais terapias provêm um enorme suporte aos altos e baixos emocionais que são comumente vivenciados pela maioria das mulheres.

Remédios naturais podem aliviar desequilíbrios e desconfortos da gestação e acelerar a recuperação pós-parto, mas devem ser utilizadas com cautela: muitas terapias devem ser adaptadas para a mulher grávida e outras são contra-indicadas nas primeiras semanas.

Por isso, é sempre importante procurar um profissional qualificado, que esteja acostumado a trabalhar com gestantes e tenha bastante experiência na área. Também é de extrema importância se consultar um Médico Obstetra e perguntar sobre as terapias que se pretende experimentar e sobre qualquer recomendação que o terapeuta tenha sugerido.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Doula


A doula é uma assistente sem titulação oficial que proporciona informação, apoio físico e emocional às mulheres durante a gravidez, o parto e o pós-parto.

"Doulas" não podem ser consideradas parteiras pois não realizam procedimentos médicos como auscuta fetal, medição de pressão e exame de toque do colo uterino. Sua função intraparto é de dar apoio físico e emocional à mulher em trabalho de parto. Durante a gestação fornecem informações baseadas em evidências científicas para evitar cesáreas indesejadas/ desnecessárias, proporcionar uma experiência positiva de parto, maior formação de vínculo mãe/bebê. São figuras importantes na retomada do parto fisiológico, natural, humanizado.

Desde os primórdios da humanidade foi se acumulando um conhecimento empírico, fruto da experiência de milhares de mulheres auxiliando outras mulheres na hora do nascimento de seus filhos. Com a hospitalização do parto nas últimas décadas, as mulheres desenraizadas e isoladas perderam esse apoio psico-social. Como parte do processo de integração dos conhecimentos tradicionais milenares acumulados pela experiência humana com os progressos científicos contemporâneos, vem surgindo, no frio cenário do parto hospitalar, a figura da doula.

A palavra grega doula, vem sendo utilizada a partir das pesquisas de Marshall H. Klaus e John H. Kennel no inicio da década de 90 para designar aquelas mulheres capacitadas para brindar apoio continuado a outras mulheres, (e aos seus companheiros e/ou outros familiares) proporcionando conforto físico, apoio emocional e suporte cognitivo antes, durante e após o nascimento de seus filhos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde de vários paises entre eles o Brasil (portaria 28 de maio de 2003) reconhecem hoje após uma década de pesquisas cientificas a enorme contribuição da presença da doula nesse momento tão significativo e de tão profundas repercussões futuras. Tem se demonstrado que o parto evolui com maior tranqüilidade, rapidez e com menos dor e complicações tanto maternas como fetais. Torna-se uma experiência gratificante, fortalecedora e favorecedora da vinculação mãe-bebê. As vantagens também ocorrem para o Sistema de Saúde, que além de oferecer um serviço de maior qualidade, tem uma significativa redução nos custos dada a diminuição das intervenções médicas e do tempo de internação das mães e dos bebês.

Na América do Norte, por exemplo, estima-se que existam atualmente de 10.000 a 12.000 doulas. No Brasil, a demanda de mulheres e instituições que solicitam esse serviço, ainda que bem menor, também vem crescendo significativamente. Mais de 100 doulas atuam no atendimento individual à mulher (particular, acompanhando partos em casa, casa de parto e maternidades) e outras tantas como voluntárias em hospitais do SUS.

FONTE: http://en.wikipedia.org/wiki/Doula