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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ayurveda, a Ciência da Vida


O legado cultural e histórico da Índia é incontestável. As tradições deste vasto subcontinente, anterior a dos Antigos Egípcios, e seu patrimônio arquitetônico são difíceis de comparar.

Traduzido do Sânscrito, linguagem ancestral da Índia, Ayurveda é a “Ciência da Vida” (ayur significa vida, enquanto veda conhecimento) e é considerado o mais antigo sistema de cura do mundo. Permanece sendo o principal sistema médico adotado na Índia, Sri Lanka e Nepal.

Aqueles que praticam esta filosofia de auto-cura entendem-na como uma escolha de vida a longo prazo, com benefícios colhidos apenas quando seus princípios são seguidos em todos os seus aspectos.

Ao longo dos últimos anos, graças aos ensinamentos do guru do estilo de vida holístico Deepak Chopra e pela crescente adoção de suas práticas por cada vez mais adeptos no Ocidente, os segredos desta disciplina ancestral (especialmente no que se refere a rejuvenescimento e longevidade) estabeleceu-se no mundo inteiro.

Perspectiva cultural

A lenda diz que há mais de três milênios atrás, 52 rishis (velhos sábios e líderes religiosos da Antiga Índia) deixaram suas aldeias e reuniram-se nas alturas do Himalaia em busca de iluminação. Incomodados com os problemas de seu povo e a disseminação de doenças, eles procuravam aprender com Brahma, o Deus criador, como erradicar as doença e sofrimentos do mundo. Enquanto meditavam eles foram tocados por inspirações divinas e reuniram seus pensamentos em uma série de textos védicos (coleção de livros sânscritos escritos em epopéias e cantos que são hoje reverenciados como a base original do conhecimento Hindu). Estes volumes revelam um sistema de cura integrante da filosofia hindu no qual o paradigma básico da prática do ayurveda se baseia.

De acordo com a crença do Ayurveda, tudo era “um” no princípio, quando o primeiro som, om, foi ouvido. Esta vibração resultou na criação dos cinco elementos – ar, éter (ou espaço), fogo, água e terra – dos quais tudo que existe no Universo é feito.

No coração da filosofia Ayurvédica está o conceito de que nossos corpos são um microcosmo do Universo com três forças regentes: vata (ar), pitta (fogo) e kapha (terra). Estas forças são chamadas de doshas e, assim como cada um de nós tem uma fisionomia e impressão digital única, também temos um padrão energético único que correspondem a estes três doshas, uma combinação de características físicas, mentais e emocionais que é nossa constituição inerente. Atingir equilíbrio e harmonia entre os doshas é o objetivo das terapias e fundamento da saúde e bem-estar deste sistema de cura.

Entretanto, diagnosticar/determinar um dosha não é tão simples quanto possa parecer (esqueça os testes de revistas!). Mesmo que um deles seja dominante, a Ayurveda acredita que todos os indivíduos possuem os três (vata, pitta e kapha) em certas proporções.

Dizemos que alguém esta saudável quando os três doshas estão equilibrados. A quantidade apropriada de vata promove criatividade e flexibilidade, Pitta gera entendimento e habilidade analítica, enquanto kapha engendra estabilidade, afeição e generosidade. O desequilíbrio dos doshas é responsável por interromper o fluxo de prana, a força vital que adquirimos através da alimentação e respiração e impedir agni, o fogo que provém energia para a digestão, processos metabólicos, imunidade e processos mentais e emocionais. A chave da Ayurveda é tratar o corpo, mente e espírito como uma entidade unificada para manter a saúde, equilíbrio e harmonia.

Uma consulta Ayurvédica começa a partir do momento em que você entra pela porta do consultório, com a observação, pelo terapeuta, de seu andar e aspecto geral. Questionamentos e palpação permitem ao profissional determinar o tipo de dosha e natureza do desequilíbrio apresentado. Ao contrário das diagnoses ocidentais que atentam a identificar a doença através dos principais sintomas, o sistema Ayurvédico tem uma abordagem totalmente individualizada e holística. O exame do pulso, olhos, língua e aparência global é incompleto se não for ponderado o bem-estar emocional e espiritual do cliente.

A tarefa do praticante de Ayurveda é re-equilibrar, balancear corpo, mente e espírito de acordo com o padrão único de cada pessoa, para que esta possa retomar a harmonia com o Universo. As terapias são comumente divididas entre curativas ou preventivas, todas seguindo a filosofia de auto-cura e auto-cuidado que são partes fundamentais do Ayurveda. Um típico tratamento pode incluir uma série de diferentes tipos de massagens, terapias com óleos, dieta vegetariana, consumo de ervas tônicas e rotina diária de práticas de Yoga e Meditação. Para aqueles que possuem boa saúde, medidas preventivas que revitalizem e protejam o corpo podem ser indicadas.

Acompanhe o blog e descubra terapias e tratamentos ayurvédicos nas próximas postagens!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Alívio natural da dor do parto


Uma das maiores preocupações das mulheres associadas ao parto é em relação à dor. Para entender melhor esta temida sensação, é necessária uma revisão da fisiologia do nascimento. Realmente, a passagem de um bebê pela pélvis de uma mulher não poderia estar isenta de desconforto! De acordo com antropólogos, a origem da dor no parto e a dificuldade de parir estão associadas ao caminhar bípede, exclusivo do ser humano.

A dor é geralmente interpretada como um sinal de desequilíbrio orgânico, um alerta de que há algo errado. Porém, a dor intrínseca ao processo de dar à luz não é uma dor comum, é uma dor fisiológica, natural, produto de contrações uterinas intensas e do remanejamento de ossos e ligamentos para que seja possível a passagem do bebê pelo canal de nascimento.

Além da dor física, não se pode deixar de pensar sobre a dor psicológica envolvida. Durante o parto, a mulher estará exposta a uma variedade de sensações, a maioria das quais, nunca vivenciada antes. O ambiente hospitalar também pode gerar efeitos nocivos neste sentido. Assim, emoções como medo, ansiedade e tensão podem gerar uma percepção exacerbada da dor.

Em nossa cultura a dor é vista como algo negativo e deve ser eliminada sempre que possível. De fato, os avanços da medicina moderna permitiram o desenvolvimento de drogas cada vez mais sofisticadas que acabam com a dor. Entretanto, a mesma anestesia que suprime a dor, possui o potencial de causar problemas para mãe e bebê, como desaceleração e até o interrompimento do trabalho de parto. Ao mesmo tempo, uma intervenção leva a outra (efeito em cascata) e o parto pode acabar tendo que ser induzido artificialmente.

A maioria das mulheres é perfeitamente capaz de parir com pouco ou nenhum método de alívio da dor, já que o corpo produz endorfinas e outros hormônios como a ocitocina (substância que gera sentimento de vinculação instantânea entre mãe e filho) para manejar esta dor intensa, mas suportável, que passa imediatamente após o nascimento, dando lugar a sensações de êxtase e realização.

Métodos naturais de alívio da dor

Alguns dos recursos drug-free que podem ser utilizados neste contexto são universais e podem ser empregados por qualquer pessoa, enquanto outros, como as terapias naturais complementares, devem ser aplicados por um terapeuta experiente.

Posicionamento e Mobilidade
Movimentar-se livremente durante o trabalho de parto é, geralmente, uma maneira efetiva de redução da dor. Ficar de pé e caminhar beneficiam a mobilidade dos ossos da bacia e permite que a gravidade ajude o bebê a encaixar-se, podendo encurtar o tempo do trabalho de parto e facilitar o manejo da dor. Algumas posições servem para corrigir apresentações inadequadas do bebê, aumentar o fluxo de sangue do útero ou promover maior conforto. A melhor opção é seguir os instintos durante o trabalho de parto, percebendo e respeitando as necessidades de seu corpo.

Respiração e relaxamento
Existem técnicas que ajudam a aumentar a oxigenação durante as contrações e o relaxamento nos intervalos, mantendo-a focada em seu corpo. Pratique uma respiração calma e profunda durante os intervalos. Durante as contrações, a respiração acelera-se, iniciando lenta e aumentando o ritmo progressivamente. Entretanto, não existem regras fixas, o importante é manter a calma e concentração.

Água
A água quente é um dos recursos mais importantes. Um banho quente (não ultrapassando 38°C) de chuveiro com uma ducha sobre as costas, especialmente quando dirigida a região lombar, diminui as dores das contrações e relaxa músculos e tensões. Uma bolsa de água quente exerce efeitos similares. Já a imersão em banheira, deve ser realizada, idealmente, depois de completados 5 ou 6 cm de dilatação para que não desacelere o processo de dilatação do colo do útero.

Meditação, Visualização, Hipnoterapia
A meditação a ajudará manter-se centrada, consciente e alerta durante todo o parto, reduzindo a ansiedade (aproveite para exercitar as técnicas de respiração). Visualizações criativas não devem ser desprezadas e contribuirão no lidar com cada contração, mantendo o foco longe da dor. Você poderá imaginar seu colo se abrindo, o bebê saindo, e tudo que traga esta mesma simbologia. Outra modalidade que vem ganhando adeptos por todo o mundo é a Hipnoterapia, que poderá ser praticada a partir da 34ª semana de gestação, trabalhando o poder do subconsciente e da auto-sugestão.

Ambiente
Silêncio, privacidade e discrição são características fundamentais para a criação de uma atmosfera positiva para o trabalho de parto. Para complementar use velas (iluminação a ‘meia luz’ influi bastante), aromas, cores e músicas que ajudem a criar um ambiente agradável, livre de perturbações.

Terapias Naturais Complementares

Massagem
A massagem pode ser grande aliada neste momento. É interessante que seu parceiro pratique algumas técnicas antes do parto. O amassamento na região lombar pode ser útil se estiver tendo dores nas costas. Aplicadas nas mãos e pés, ombros e pescoço, são melhores entre contrações e ajudam a relaxar. Esta técnica pode ajudar o seu companheiro a sentir-se envolvido e colaborando de alguma forma.

Aromaterapia
Óleos essenciais também são ótimos aliados durante o parto. Estudos científicos demonstraram alívio de dores e redução de intervenções médicas quando utilizados adequadamente. Jasmim, Sálvia, Rosa, Lavanda e Camomila são Alguns dos óleos que podem ser utilizados. Embora sejam eficazes durante o trabalho de parto, estes óleos devem ser evitados durante a gestação, por isso, não deixe de consultar um especialista antes de utilizá-los!

Acupuntura
Principal técnica da Medicina Tradicional Chinesa, é capaz de colaborar com vários aspectos do parto: acalmar medos, posicionar melhor o bebê, eliminar dores e estimular contrações. As técnicas Moxabustão e Auriculoterapia também oferecem ótimos resultados.

Fitoterapia
Alguns chás podem contribuir com o trabalho de parto, incluindo os de folha de framboesa (promove contrações regulares), camomila e erva-cidreira (para induzir relaxamento), assim como os de Artemísia, Canela e Gengibre.

Homeopatia
Remédios homeopáticos fortalecem a habilidade natural de equilíbrio do corpo humano, funcionando no nível sutil de energia, sem qualquer contra-indicação. Procure um homeopata para indicações de tratamento antes, durante e após o nascimento de seu bebê. Durante o trabalho de parto podem ser recomendados: Arnica, Caulophyllum, Nux vomica ou Hypericum.

Florais de Bach
Remédios Florais também influenciam o conforto emocional no momento tão esperado. Coloque 2 gotas em um copo com água e beba aos poucos nos intervalos das contrações. Use Rescue Remedy para medo e pânico, Olive para exaustão ou Cherry Plum quando sentir que não suporta mais.

Outras alternativas

Estimulação Elétrica Transcutânea - TENS Machine
Trata-se de um pequeno aparelho que ajuda a reduzir as dores das contrações por meio de estimulação nervosa. Esta máquina envia impulsos elétricos através de eletrodos colocados na superfície da pele, próximo aos locais de dor,  bloqueando-a parcialmente e estimulando a produção de endorfinas (analgésicos naturais). As vantagens são que se pode utilizá-la tanto em casa quanto no hospital e não apresentarem efeitos adversos. Você pode alugá-las se não quiser investir tanto.

Gás e Ar
A técnica Entonox, também conhecida como Gás e Ar, consiste na inalação de um gás composto de 50% de Oxigênio e 50% de Óxido Nitroso que promete aliviar as dores das contrações, com efeitos variáveis de pessoa para pessoa. A respiração é realizada com o auxílio de uma máscara e suas vantagens são a fácil utilização, aumento da oxigenação e a não permancência dos compostos nos sistemas respiratório e circulatório. Os efeitos adversos comumente observados são tontura e sonolência, além de boca seca. 

Contudo, é prudente que se tente utilizar os variados recursos naturais disponíveis para o alívio da dor antes de recorrer às drogas sintéticas. Entretanto, não se preocupe se sentir que não é capaz de lidar com a dor, você terá tantos outros métodos ortodoxos de analgesia e anestesia, bastará solicitar à equipe médica. A escolha deve ser sempre sua! Por isso, pesquise, informe-se e reflita bastante sobre suas preferências!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Geoterapia


Conjunto de práticas que empregam elementos da Terra, como lamas, argilas, rochas, pedras e cristais com finalidade terapêutica.    

As propriedades da Geoterapia fundamentam-se no poder regenerador, refrescante, anti-inflamatório, descongestionante, purificador, cicatrizante, anti-séptico e calmante que possui a Terra (matriz de fontes, minerais, metais, água e vegetais). O mais estável dos elementos da Natureza, é onde a vida começa e termina.

A farmácia natural da Terra provém a nossos corpos vitaminas essenciais, minerais e oligoelementos que funcionam não apenas em nível bioquímico. Foi demonstrado (estudos canadenses e russos) que estas substâncias são carregadas de energia solar, magnética (determinada pelo campo vibratório do planeta) e estrutural (variável de acordo com o tipo de solo, composição geológica e química, idade das camadas, clima, resíduos vulcânicos, entre outros fatores), agindo, dessa forma, também em nível vibracional, energético, sutil.

Reconhecida milenarmente como terapia natural, a Geoterapia têm sido utilizada por muitos povos (Egípcios, Gregos, Romanos, Japoneses, Vietnamitas, Coreanos - só para citar alguns que tornaram seu uso notável) para reestabelecer o equilíbrio do corpo, mente e alma. Na atualidade, uma retomada dos conhecimentos tradicionais, simples e integrados à natureza, nos faz compreender as maravilhas curativas que a Terra tem a nos oferecer!

domingo, 23 de maio de 2010

Duchas e Jatos


Spas, Balneários e Centros de Hidroterapia aproveitam os benefícios do efeito mecânico da água por meio de sofisticadas técnicas crenoterápicas com pressão: duchas e jatos. A água é direcionada à várias áreas do corpo com temperatura e pressão variadas (de 1 à 12 atm) de acordo com o propósito terapêutico. Quanto mais potente o jato e mais estreitos os orifícios por onde sai a água, maior o estímulo para a pele, circulação e órgãos internos.

Jato escocês (Scotch Hose ou Jet Blitz) 
Durante a sessão de jato escocês o terapêuta fica a uma distância de 4 metros de quem recebe a técnica, direcionando um jato de água quente, fria ou alternada em alta pressão ao corpo. Este tipo de jato estimula as circulações sanguínea e linfática e também os órgãos internos.  É uma técnica popular para emagrecimento, tratamentos anti-celulite e anti-estresse. Utilizada ainda para enxaguar as lamas e argilas quando empregadas. Aplicações de água fria são indicadas, sobretudo, para pós treinos e exercícios físicos, durante intervalos de competições esportivas e provas de resistência. Já as aplicações com água quente são úteis para estimular o metabolismo e melhorar as funções imunológicas. São praticadas, com êxito, em tratamentos de artrites, lombalgia crônica, menstruações irregulares, tensões musculares e problemas leves de circulação sanguínea. É contra-indicada para pessoas com problemas cardíacos, pressão alta, inflamações e veias varicosas.

Ducha Vicky
Quem recebe a técnica deita de bruços em uma maca enquanto a água sai de cinco ou mais chuveiros direcionados ao corpo. A temperatura da água é constantemente morna ou pode alternar-se com água fria. Uma suave pressão de água caindo em todo o corpo é extremamente relaxante e sedativo enquanto pressões maiores estimulam e tonificam. Como complemento o corpo pode ser escovado com uma escova de cerdas macias para aumentar a circulação periférica. Inicialmente criada para pacientes paraplégicos, é utilizada para tratar fadiga, congestão linfática e hipertensão leve. Contra-indicada em casos de edemas linfáticos, lesões abertas na pele, instabilidade vascular e gravidez.

 


Ducha Suíça
A ducha suíça tem nove ou mais válvulas de jatos que jorram água acima da cabeça e nas laterais do corpo. Podem ser realizadas antes ou depois de esfregar e esfoliar o corpo, envoltórios ou massagens. É indicada para insônia, estresse e tensão. Útil no tratamentos de dores crônicas de coluna. Não deve ser utilizada por aqueles que apresentam quadros de tromboses, problemas cardio-vasculares e desordens venosas.

Ducha de Afusão
Consite em uma ducha em posição horizontal e decúbito prono (barriga para baixo) como na Ducha Vicky combinada à ação do toque terapêutico. Durante a sessão as duchas são direcionadas com pressão suave enquanto o terapeuta executa movimentos de effleurage (deslizamentos) geralmente utilizando óleos essenciais.

Classificação das duchas conforme forma de emissão da água:
Ducha de Chuva
Os orifícios por onde sai a água devem ter 1 milímetro de diâmetro, o que faz com que a pressão de saída da água produza sensação parecida com a de um chuvisco. É aplicada por 5 minutos com temperatura morna ou quente.

Ducha Filiforme
Os orifícios da ducha devem ser de 0,5mm de diâmetro, o que aumenta a pressão de saída da água. A duração recomendada é de 4 a 5 minutos de aplicação da água à zona que se pretende tratar. A temperatura da água deve ser quente.

Ducha Circular
Neste caso se recebe água por várias duchas ao mesmo tempo. Se regula a pressão e temperatura proporcionando uma massagem superficial dos pés à cabeça. Este tipo de ducha esta especialmente indicado para má circulação e também como auxiliar em tratamentos de emagrecimento.

A pronta disponibilidade da água possibilita que nos beneficiemos de suas propriedades mesmo estando em casa. Estas valiosas ferramentas de hidroterapia nos ajudam a cuidar de nossos corpos de maneira prazerosa. Pode ser tomando uma ducha fria estimulante de manhã ou um banho quente relaxante após um dia de trabalho, você escolhe!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Massoterapia


A Massagem é provavelmente tão antiga quanto a humanidade. Sistemas milenares de Saúde como a Medicina Tradicional Chinesa e Ayurveda incluem técnicas de massagens como práticas importantes de cuidado da saúde física e mental. No Ocidente, Hipócrates, considerado o Pai da Medicina, já mencionava os efeitos positivos desta terapia. No mundo todo, tem sido empregada com êxito por muitas culturas como meio de promover e restaurar a saúde, através de uma abordagem integral do ser humano.

A pele é o órgão mais extenso do corpo humano e o primeiro sistema sensorial a se tornar funcional. Há uma íntima relação entre o Sistema Nervoso e a pele. Ambos originam-se na mesma camada de células embrionárias – a ectoderme. A pele, que está exposta ao meio ambiente, tem um número enorme de receptores sensoriais, captando estímulos de calor, frio, toque, pressão e dor e transmitindo estas informações ao SNC. Como expressado pelo autor André Virél, “A pele é um espelho bifásico que desempenha tripla função. Sua superfície externa reflete o mundo da realidade objetiva, assim como o mundo objetivo que existe no interior do corpo. Sua superfície interna reflete o mundo externo de modo tal a comunicar sua realidade às multivariadas células que compõem nossos órgãos.”

O toque provoca uma série de reações benéficas ao organismo como a melhora da circulação sanguínea e linfática, aumento da eliminação de toxinas, relaxamento muscular e mental, conforto emocional, equilíbrio do Sistema Nervoso, melhora do tônus da pele, redução da fadiga, alívio de dores, entre outros.

Mas a massagem vai além do toque, o termo abrange uma série de técnicas que utilizam fundamentalmente as mãos (mas também outras partes do corpo, como braços, mãos, cotovelos e pés) para aplicar diferentes tipos de pressão e manipulação de músculos e tecidos, gerando sensação de completo bem-estar.

A massagem não é apenas uma experiência agradável, mas altamente recomendada para cuidar do corpo, da mente e das emoções de maneira preventiva, inclusive. Para isso, deve-se procurar um profissional qualificado, que esteja apto a aplicar as técnicas oferecidas, em um ambiente limpo, tranqüilo e livre de perturbações externas.

A freqüência ideal para receber massagens varia de pessoa para pessoa: considera-se o grau de estresse ao qual a pessoa está submetida, sua saúde física e mental, sua afeição ao toque e até mesmo sua condição financeira para pagar as sessões. Normalmente se recomenda, pelo menos, uma ou duas vezes por mês para manter um bom hábito de saúde.

Atualmente são inúmeras as modalidades da Massoterapia: Massagem Relaxante, Ayurvédica, Shiatsu, Sueca, Tailandesa, Tibetana, entre muitas outras. Bebês também são extremamente beneficiados e contam com uma técnica específica para eles! Mas isso é assunto para o próximo post: A Shantala!

quinta-feira, 4 de março de 2010

O uso das Terapias Naturais durante a Gestação


A gestação é um momento em que a mulher passa por intensas transformações: alterações hormonais, oscilações emocionais e desconfortos físicos que podem ser decisivos para a perda de qualidade de vida da gestante.

Os cuidados da maternidade moderna melhoraram significativamente, ampliando a saúde e bem-estar da mulher grávida. A Medicina tem papel fundamental na proteção da saúde da mãe e da criança, porém o suporte oferecido pelas Terapias Naturais não deve ser subestimado. Neste sentido, tais práticas surgem como aliadas no tratamento das queixas mais comuns deste período, como enjôos matinais, dores nas costas, inchaços, sensibilidade aumentada nos seios, insônia, etc.

Estas terapias são aplicadas com sucesso também durante o parto, e pós-parto, auxiliando no tratamento de desequilíbrios como a depressão pós-parto e dificuldade de amamentação, além de contribuírem em situações como infertilidade e abortos, complementando as ações da Medicina Convencional.

As Terapias Alternativas ou Terapias Naturais Complementares (termo mais adequado) vêm conquistando cada vez mais espaço na área da saúde, por promoverem a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de seus praticantes. Estes recursos e técnicas são empregados para a promoção, manutenção e restabelecimento da saúde, visando o equilíbrio do indivíduo de forma integral, ou seja, considerando o ser humano em todos os seus aspectos: social, físico, mental, emocional, espiritual e energético.

As terapias que geram, reconhecidamente, benefícios a mulheres no período da gestação são inúmeras. Algumas modalidades que merecem destaque: Aromaterapia, Acupuntura, Reflexologia, Terapia Nutricional, Homeopatia, Fitoterapia, Florais de Bach, Cromoterapia, Hidroterapia, Yoga e Meditação.

Apesar das diferentes opiniões a respeito da contribuição das Terapias Naturais no nível físico, não há como se negar que tais terapias provêm um enorme suporte aos altos e baixos emocionais que são comumente vivenciados pela maioria das mulheres.

Remédios naturais podem aliviar desequilíbrios e desconfortos da gestação e acelerar a recuperação pós-parto, mas devem ser utilizadas com cautela: muitas terapias devem ser adaptadas para a mulher grávida e outras são contra-indicadas nas primeiras semanas.

Por isso, é sempre importante procurar um profissional qualificado, que esteja acostumado a trabalhar com gestantes e tenha bastante experiência na área. Também é de extrema importância se consultar um Médico Obstetra e perguntar sobre as terapias que se pretende experimentar e sobre qualquer recomendação que o terapeuta tenha sugerido.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Balneoterapia


Balneação líquida (imersão do corpo em água minero-medicinal, quente ou fria), Balneação gasosa (exposição ao ar livre ao vapor), e Balneação por irradiação (exposição aos raios solares) são o conjunto de atividades que engloba a Balneoterapia.

As águas minero-medicinais são aquelas que emergem do solo e por suas especiais características como composição química, efeitos biológicos e farmacodinâmicos, são consideradas agentes terapêuticos. Empírica, de início, a prática também conhecida por termalismo, atualmente é reconhecida no campo experimental e científico.

Na Europa, desde a Antiguidade se recorre aos banhos como método terapêutico natural. Desde o ínicio do século XX há a retomada destas práticas e inúmeras pesquisas científicas são realizadas nas estações termais permitindo melhor conhecimento acerca do valor terapêutico e composição das fontes, precisar suas indicações e aperfeiçoar as múltiplas aplicações de tratamento.

Nos centro balneários, convencionalmente, se utilizam as águas mineirais, lamas e argilas. Estes estabelecimentos de saúde oferecem diversos tipos de tratamentos: cura hidropínica (ingestão das águas), cura atmiática (inalação e tratamentos respiratórios), hidroterapia (banhos, duchas, jatos, imersões, flutuação, etc), geoterapia (aplicações das lamas e argilas).

É importante saber distinguir entre Hidrología Médica e Hidroterapia. A primeira refere-se ao ramo da medicina responsável pelo estudo das características essenciais e aplições que posuem as águas minero-medicinais. Enquanto a hidroterapia se ocupa das aplicações a nível tópico das águas potáveis com fins terapêuticos. As semelhas destas práticas são a utilização da água como agente terapeutico e algumas técnicas de banhos, duchas e jatos.

Cada balneário é único em relação à temperatura e composição mineral de suas águas e, por isso, têm indicações específicas dependem do tipo de solo, rochas e gases presentes em seu ponto de emersão. No geral são indicadas para problemas articulares, dores e atrofias musculares. Os tratamentos que empregam as águas minerais também são extremamente importantes para reabilitação após traumas, fraturas e cirurgias. Além disso, os elementos químicos presentes nestas águas auxiliam na cura de processos inflamatórios crônicos e muitos tipos de dermatites.

Portanto, um tratamento complementar ou preventivo de doenças, a Balneoterapia fortalece o organismo, gerando resistência e menor receptividade a agentes patogênicos.

Florais de Bach


O Dr. Edward Bach, um médico inglês, depois de atuar como bacteriologista num hospital de Londres e de obter êxito profissional com suas vacinas orais, entrou em contato com a Teoria Homeopática, o que resultou em seu primeiro, e muito famoso, trabalho dentro da sociedade homeopática: Os sete nosódios de Bach”.

Influenciado pela homeopatia, prossegue suas investigações, porém, utilizando plantas. Convencido de que deveria buscar mais remédios, abandonou seu laboratório e resolveu morar em Gales, na Grã–Bretanha. Lá descobriu que tinha uma sensibilidade tal que lhe permitia sentir as vibrações transmitidas pelas flores apenas tocando-as ou colocando na boca as gotas que o orvalho deixava sobre elas. Ao mesmo tempo constatou que, enquanto algumas flores eram capazes de provocar sentimentos negativos, outras tinham a propriedade de transformá-los. Entre os anos 1930 e 1934, o Dr. Bach identificou 38 flores e escreveu os fundamentos da sua nova medicina que poderia ser praticada por pessoas comuns.

As essências florais são extratos líquidos sutis, geralmente ingeridos por via oral, usados para tratar questões de bem-estar emocional, do desenvolvimento da alma e da saúde do corpo-mente. Elas agem devido às energias vitais provenientes da planta e contidas na matriz à base de água, têm uma natureza vibracional, são altamente diluídas, sob um ponto de vista físico, porém contém um poder sutil enquanto substâncias potencializadas, pois incorporam os padrões energéticos específicos de cada flor. Atuam através dos vários campos de energia humanos, os quais por sua vez influenciam o bem-estar mental, emocional e físico.

Não contém moléculas das substâncias medicinais específicas extraídas das flores e nem princípio ativo farmacológico. Em vez disso, as essências florais são preparadas a partir de flores frescas, ainda úmidas de orvalho, que colocadas num recipiente de vidro transparente cheio de água de fonte nas primeiras horas da manhã e são deixados sob a luz do sol por várias horas. A energia da luz do sol transfere por ressonância o próprio padrão de energia da flor – diretamente para a água. Acrescenta-se um conservante (conhaque, álcool de cereais ou vinagre de maçã) à água na proporção de um para um (para a conservação). O líquido obtido é chamado de “essência mãe”.

A maioria das essências florais parece funcionar menos sobre o corpo físico e mais no nível da anatomia sutil humana.

Quando as pessoas se fixam numa determinada maneira de reagir emocionalmente ao mundo em torno delas, isto acontece porque seus corpos emocionais magnéticos também estavam fixados em padrões de energia dos nossos corpos; então, as perturbações emocionais poderiam acabar produzindo doenças físicas através da conexão energética sutil entre as dimensões física e espiritual. Os terapeutas modernos que utilizam as essências florais acreditam que estas possuem a capacidade de reequilibrar vibracionalmente perturbações nos corpos sutis, de modo a criar uma melhor saúde física e psicológica.

FONTES: KAMINSKI e KATZ, 2003 e GERBER, 2000.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Talassoterapia


A talassoterapia é um tratamento terapêutico milenar que se baseia na utilização dos elementos marinhos (clima, água salgada, algas, lodos) regular ou ocasional e com finalidade preventiva e terapêutica.

A virtude terapêutica dos componentes marinhos deve-se a riqueza das substâncias químicas que os constituem: cloreto de sódio, cloreto de magnésio, sulfato de magnésio, sulfato cálcio, cloreto de potássio, carbonato de cálcio, brometo de magnésio, cloreto de rubídio, sílica, metafosfato de cálcio, bicarbonato de ferro, enxofre e fósforo.
 
Estes sais, dissociados na água do mar em forma de íons (átomos carregados de eletricidade negativa) após passarem através da pele por osmose, são transportados via sanguínea até órgãos e tecidos, efetuando uma remineralização e exercendo efeito sobre grandes mecanismos reguladores do organismo.

O tratamento marinho estimula o metabolismo, facilita a assimilação de nutrientes e  a eliminação de resíduos, agindo como desintoxicante. Seus efeitos fisiológicos são tônicos, estimulantes e reconstituíntes.
 
As sessões podem ser realizadas na praia (preferencialmente), aproventando elementos do clima marítimo, mas também em consultórios e estabelecimentos especializados com aplicação de ativos marinhos.

Os tratamentos dirigem-se especialmente à pessoas que sofrem de tuberculose, crianças com retardos de crescimento, indivíduos raquíticos e convalescentes de doenças graves e prolongadas. Eficaz para tratamento de sequelas de traumatismos, intervenções cirúrgicas e afecções ortopédicas e reumáticas crônicas.

Entretanto, o tratamento comporta algumas restrições. É contra-indicada para os que sofrem de doenças cardíacas, renais ou hepáticas graves e flebite. Dessa maneira, não se deve submeter a sessões de Talassoterapia sem a devida supervisão médica.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Hidroterapia

Termo que engloba todas as terapias que empregam a água com fins terapeuticos.

Utilizando-se da grande capacidade em armazenar e transmitir estímulos térmicos (frio e calor), as aplicações de água, de forma local ou geral, provocam uma série de respostas em nosso organismo que podem ser aproveitadas para o tratamento e/ou prevenção de desequilibrios.

Todo estímulo térmico sobre a pele provoca uma resposta local sob a circulação sanguínea e, por via reflexa, através do sistema nervoso, uma resposta mais profunda múscular, víceral e mental.

A Hidroterapia é recomendada em todas as fases da vida, favorecendo crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos.

Suas principais indicações são condições de stress, desequilíbrios ortopédicos (desvios posturais, dores de coluna, traumas esportivos), reumatológicos (artrite), neurológicos (traumatismos, neuropatias, distrofias musculares, paralisia cerebral), respitórios e cardiovasculares.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Aromaterapia

É um conjunto de formas terapêuticas que se valem dos princípios de óleos essenciais (OE) puros, obtidos, principalmente, pela destilação de plantas aromáticas.

Os óleos essenciais são substâncias voláteis e altamente concentradas com diversas indicações terapêuticas. Cada óleo essencial oferece diferentes propriedades de acordo com as substâncias químicas presentes: anti-séptica, analgésica, expectorante, relaxante, estimulante, entre outras.

Através do olfato, as moléculas dos OEs são assimiladas pelo sistema límbico (área cerebral onde se processam informações de olfato e também área onde registram-se as emoções). Este sistema está relacionado intimamente ao hipotálamo, região central do cérebro que coordena, através dos hormônios, estímulos à todo o organismo.

A Aromaterapia atua na prevenção e no tratamento de doenças, atingindo os níveis físico, emocional e mental. As aplicações são realizadas por via olfativa, pela difusão, inalação e vaporização e, através da pele, por meio de massagens, banhos, escalda-pés, compressas e cremes.

Terapias Naturais Complementares

Com o crescente interesse mundial em saúde e qualidade de vida, as TERAPIAS NATURAIS COMPLEMENTARES tem se destacado por promover bem-estar de forma integral.

Também conhecidas popularmente como terapias holísticas e denominadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de Medicina Complementar Alternativa (MCA), estas práticas consideram o ser humano multidimensional, ou seja, além do nível físico, níveis mais sutis como o emocional, mental, e inclusive energético estão interligados e influenciam nossa saúde.

As terapias naturais são empregadas com objetivo de promover saúde, equilíbrio, auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal.
Por meio deste Blog pretendo informar sobre as principais abordagens terapêuticas neste contexto, a fim de promover uma divulgação consistente destas práticas e contribuir para o fortalecimento de uma nova profissão na área da saúde, a Naturologia.