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domingo, 9 de outubro de 2011

Semana Internacional de Babywearing


Nesta semana, de 10 a 16 de Outubro de 2011, organizações sem fins lucrativos em todo o mundo unem-se para celebrar a terceira edição da Semana Internacional de Babywearing.


A Semana Internacional de Babywearing é uma oportunidade chamar a atenção do mundo sobre "vestir o bebê", um termo proposto pelo pediatra e autor Dr. William Sears e sua esposa Martha Sears.

Babywearing significa, simplesmente, carregar um bebê ou criança pequena em seu corpo usando um carregador de bebê de pano. As diversas formas de babywearing permitem, não somente, que os pais tenham as mãos livres enquanto carregam seus filhos, mas também demonstram os inúmeros benefícios desta prática para as crianças.
 
Um estudo publicado na revista Pediatrics, em 1986, descobriu que bebês de seis semanas, carregados, pelo menos, três horas por dia em um carregador de tecido macio choraram 43% menos, em geral, que outros bebês e 51% menos nas primeiras horas da noite. Outro estudo, publicado na revista Child Development, em 1990, descobriu que mães que ganharam carregadores de pano ao nascimento foram mais sensíveis aos seus bebês e tiveram bebês mais seguros do que as mães que receberam assentos infantis de plástico.

“A Semana Internacional de Babywearing é uma grande oportunidade para trazer a consciência sobre os benefícios de babywearing, e para celebrar a diversidade, traz formas e lugares que você pode explorar seguramente com seu filho em contato com seu corpo", explicou Ann Marie Rodgerson, presidente da International Babywearing Inc., a organização que iniciou a celebração de uma semana de duração.

O tema deste ano é "Um Mundo de Possibilidades"- que é o que a prática do babywearing abre para os bebês e seus pais. Ocidental e moderna, a prática assume diversas maneiras tradicionais de carregar bebês em todo o mundo, seja em um sling de argola, wrap sling de tecido ou um carregador mais estruturado, o babywearing permite que as famílias tomem os lugares onde carrinhos de bebês não podem ir.

As crianças têm a oportunidade de explorar o mundo de forma mais ampla do que suas pernas poderiam ir sozinhas e os pais que usam seus bebês durante suas tarefas diárias podem, facilmente, manter suas tarefas cotidianas enquanto cuidam de seus filhos.

Vestir seu bebê em sua frente ou atrás, com segurança e sucesso pode ser um desafio para nós que nos afastamos do conhecimento tradicional de babywearing. Por isso, aqueles que querem aprender esta habilidade podem procurar a ajuda de babywearers experientes como Pais, Educadores, Doulas ou em grupos babywearing em todo o mundo.

Um Mundo de Possibilidades é um tema proposto em todo o mundo para celebrar, promover e defender os benefícios do babywearing seguro.

A Babywearing International Inc. é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2007, a fim promover babywearing e apoio voluntário de grupos sem fins lucrativos. A missão da organização é promover babywearing como uma prática universalmente aceita, com benefícios tanto para a criança quanto para o cuidador, por meio da educação e apoio. Para mais informações visite os websites www.babywearinginternational.org e http://www.babywearingweek.org/

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Doação de Leite Materno


Amamentar é uma das experiências mais intensas e gratificantes da maternidade. O leite humano por sua composição de nutrientes é considerado um alimento completo e suficiente para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê durante os primeiros 2 anos de vida. É um alimento de fácil e rápida digestão, completamente assimilado pelo organismo infantil. Além disso, nada é mais significativo do que o vínculo estabelecido entre mãe e bebê no momento da amamentação, facilitando o desenvolvimento emocional, cognitivo e do sistema nervoso.

Entretanto, enquanto algumas mães produzem grande volume de leite, além da necessidade do bebê, outras encaram grandes dificuldades ou, até mesmo, não conseguem realizar esta fundamental atividade. Neste momento, nada mais solidário que a doação do leite excedente aos bebês que não tem acesso à este precioso alimento, do qual depende sua sobrevivência e saúde.

Hoje é comemorado o Dia da Solidariedade e, por isso, as convido a conhecer um pouco mais sobre os Bancos de Leite e como fazer doações - uma ação simples, indolor e solidária!

Os Bancos de Leite Humano tem entre seus objetivos a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Neste sentido, desenvolvem trabalho para auxiliar as mulheres-mães no período da amamentação, tendo profissionais qualificados para também orientar sobre a saúde da criança.

Como doar?  
De acordo com a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil (RDC Nº 171) a doadora, além de apresentar excesso de leite (verificado após amamentar o próprio bebê), deve ser saudável, não usar medicamentos ou drogas que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente.

A mulher pode procurar o Banco de Leite Humano mais próximo, cadastrar-se e, quando aprovada, seguir os procedimentos para a coleta do leite.

O leite deve ser retirado depois que o bebê mamar ou quando as mamas estiverem muito cheias. Ao retirar o leite é importante que você siga algumas recomendações que fazem parte da garantia de qualidade do leite humano distribuído aos bebês hospitalizados:
  • Escolha um lugar limpo, tranquilo e longe de animais;
  • Prenda e cubra os cabelos com uma touca ou lenço;
  • Evite conversar durante a retirada do leite ou utilize uma máscara ou fralda cobrindo o nariz e a boca;
  • Lave as mãos e antebraços com água e sabão e seque em uma toalha limpa.
Para retirar o leite (ordenhar), comece fazendo massagem suave e circular nas mamas. Massageie as mamas com as polpas dos dedos começando na aréola (parte escura da mama) e, de forma circular, abrangendo toda mama. O ideal é que o leite seja retirado manualmente. 
  • Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);
  • Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;
  • Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair;
  • Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.
* Se você estiver com dificuldade de retirar seu leite, procure apoio no Banco de Leite Humano mais próximo.
  
A coleta e armazenamento deve ser feita todas as vezes que houver excedente, seguindo alguns procedimentos:
  • Escolha um frasco de vidro;
  • Esterilize o frasco, fervendo-o por 15 minutos em uma panela com água (conte o tempo a partir do início da fervura);
  • Escorra a água e coloque o frasco e a tampa para secar de boca para baixo em um pano limpo;
  • Deixe escorrer a água do frasco e da tampa. Não enxugue (você poderá usar quando estiver seco);
  • Date o vidro e armazene o leite coletado no freezer (o leite pode ficar armazenado congelado por até 15 dias).
Os Bancos de Leite retiram a doação em sua casa, em média, uma vez por semana. O leite doado, após passar por processo que envolve seleção, classificação e pasteurização, é distribuído com qualidade certificada aos bebês internados em unidades neonatais.

FONTE:Fundação Oswaldo Cruz e Ministério da Saúde.  http://www.fiocruz.br/redeblh

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Akka, Deusa da Fertilidade


Akka é, tradicionalmente, o espírito feminino nas mitologias Finlandesa e Sami.

O povo Sami, também escrito Sámi, ou Saami são um dos povos indígenas do norte da Europa. Habitam a região que abrange partes do norte da Suécia, Noruega, Finlândia, Península de Kola, na Rússia, e também na zona fronteiriça entre o Centro e Sul da Suécia. Estão entre os maiores grupos étnicos indígenas na Europa.

Na mitologia Finlandesa, Akka é Deusa da Fertilidade, esposa de Ukko, Deus do Trovão. Ela poderia ser vista como o princípio feminino da natureza, a Mãe Terra a quem Ukko (relacionado a Deidades do Tempo) fertilizou. Akka é responsável pela fertilidade, força e sexualidade femininas. Encarregada da procriação de pessoas e animais, além do crescimento das plantas.

Na mitologia Sámi, a primeira Akka foi Madder Akka. Deusa que incorpora o arquétipo materno, junto com seu companheiro, Madder Atcha, formou o casal divino que criou a humanidade. Madder Atcha foi responsável pela alma, enquanto Madder Akka pelo corpo.

Suas três filhas também estavam envolvidas com a procriação. Sarakka apoiando mulheres durante o parto. Ao nascimento de uma criança do sexo masculino, Juksakka era quem lhe havia assegurado a mudança de sexo, originalmente feminino. Uksakka, quem vivia no subsolo, cuidava dos interesses dos recém-nascidos.

Acreditava-se que, juntos, todos eles ajudavam a inspiração para os nomes dos bebês!

FONTES:
The Gods of Finland and Lapland: http://www.godchecker.com/pant heon/finnish-mythology
Smart, Dr. Anthony, “Madderakka (1999)”: Encyclopedia Mythica

sábado, 8 de maio de 2010

Shantala

“A massagem dos bebês é uma arte tão antiga quanto profunda.
Simples, mas difícil.
Difícil por ser simples.
Como tudo o que é profundo.”
(Frèdèrick Leboyer)

Shantala é uma técnica milenar de massoterapia, originária da Índia, amplamente empregada pelas mães indianas. Esta técnica foi trazida ao Ocidente por Frèdèrick Leboyer, obstetra francês que, no ano de 1974, popularizou técnicas mais gentis de nascimento com a publicação de seu livro "Pour Une Naissance Sans Violence", publicada em português com o título “Nascer Sorrindo” (Editora Brasiliense - 1975).

Leboyer, aclamado internacionalmente como um dos mais influentes obstetras da atualidade, entou em contato com a técnica em uma viagem a Calcutá na década de 1970.

Fascinado ao ver uma jovem paraplégica que massageava e acariciava seu bebê, registrou a técnica como Shantala, nome da jovem mãe. Publicou a sequência completa fotografada em seu segundo livro “Un art traditionnel: Le massage des Enfants” de 1976, editado em Português pela editora Ground.

Seguem as principais considerações mencionadas por Leboyer em seu livro:

AMBIENTE

• A sessão de massagem deve ser realizada em um ambiente suficientemente aquecido para que o bebê não sinta frio. Em dias quentes e ensolarados encoraja-se praticar ao ar livre.
• Local tranquilo em que a mãe possa ficar à vontade com seu bebê.

MATERIAIS

• São utilizados sempre óleos vegetais naturais. Qualquer óleo de origem mineral deve ser rejeitado! Na Índia são comuns os óleos de mostarda e côco. Amêndoas e Calêndula também são excelentes para peles sensíveis como as dos bebês. O óleo deve ser mantido morno num pequeno recipiente, próximo a mãe.
• Utiliza-se também uma toalha estendida sobre as pernas.

CONDIÇÕES

• A massagem, propriamente dita, não deve ser aplicada antes que o bebê complete um mês. Antes disso deve-se tocar o bebê mais do que massageá-lo, simplesmente acariciando, roçando sua pele.
• Dar início com sessões curtas e aumentar o tempo progressivamente, mantendo a prática, pelo menos, nos quatro primeiros meses.
• A massagem pode ser feita de manhã e repetida à tarde, antes do sono.
• O bebê deve estar de estômago vazio, ou seja, a massagem não deve ser feita após a mamada.
• É fundamental que a mulher esteja sentada no chão, mas não em contato direto com o solo. Pernas esticadas, costas eretas, ombros relaxados.

CARACTERÍSTICA DOS MOVIMENTOS

• O ritmo lento e uniforme deve ser mantido do começo ao fim da massagem. É preciso ter muito tato, reunindo delicadeza e vigor no toque.

Assista breve sequência de movimentos realizadas por Shantala em seu bebê Gopal, veiculadas no You Tube pela Pró-Matrix.


Terminada a massagem, é o momento ideal para o banho, completando a sensação de profundo relaxamento. O banho não é indicado somente para retirar o excesso de óleo que tenha ficado sobre a pele: trata-se de bem-estar! A água completa o trabalho e a mãe deve preocupar-se em apenas observar e sustentar o corpo do bebê, permitindo-o flutuar. A água deve estar quente, temperatura corporal ou um pouco mais.

Além de estabelecer o vínculo afetivo e um relacionamento mais harmonioso entre mãe e filho, essa técnica auxilia no desenvolvimento da criança. Melhora a rotina do sono, promove relaxamento, beneficia os Sistemas Imunológico, Locomotor, Cardíaco, Respiratório e Digestivo (atua de forma muito eficaz na eliminação de gazes e ao desaparecimento de cólicas intestinais). Influencia e contribui para o desenvolvimento do comportamento da criança, como defende o autora Ashley Montagu no livro “Tocar, o Significado Humano da Pele” quando diz que o toque é uma necessidade comportamental básica do recém-nascido, que o permitirá desenvolver-se socialmente e manter contato com os outros.

A pele é o primeiro sentido do bebê, responsável pelo seu contato com o mundo externo e é preciso dar atenção a esta pele, nutri-la com muito amor, não com cremes.

Serem levados, embalados, acariciados, pegos, massageados constitui para os bebês, alimentos tão indispensáveis, senão mais, do que vitaminas, sais minerais e proteínas! Palavras de Leboyer.