sexta-feira, 30 de abril de 2010

Massoterapia


A Massagem é provavelmente tão antiga quanto a humanidade. Sistemas milenares de Saúde como a Medicina Tradicional Chinesa e Ayurveda incluem técnicas de massagens como práticas importantes de cuidado da saúde física e mental. No Ocidente, Hipócrates, considerado o Pai da Medicina, já mencionava os efeitos positivos desta terapia. No mundo todo, tem sido empregada com êxito por muitas culturas como meio de promover e restaurar a saúde, através de uma abordagem integral do ser humano.

A pele é o órgão mais extenso do corpo humano e o primeiro sistema sensorial a se tornar funcional. Há uma íntima relação entre o Sistema Nervoso e a pele. Ambos originam-se na mesma camada de células embrionárias – a ectoderme. A pele, que está exposta ao meio ambiente, tem um número enorme de receptores sensoriais, captando estímulos de calor, frio, toque, pressão e dor e transmitindo estas informações ao SNC. Como expressado pelo autor André Virél, “A pele é um espelho bifásico que desempenha tripla função. Sua superfície externa reflete o mundo da realidade objetiva, assim como o mundo objetivo que existe no interior do corpo. Sua superfície interna reflete o mundo externo de modo tal a comunicar sua realidade às multivariadas células que compõem nossos órgãos.”

O toque provoca uma série de reações benéficas ao organismo como a melhora da circulação sanguínea e linfática, aumento da eliminação de toxinas, relaxamento muscular e mental, conforto emocional, equilíbrio do Sistema Nervoso, melhora do tônus da pele, redução da fadiga, alívio de dores, entre outros.

Mas a massagem vai além do toque, o termo abrange uma série de técnicas que utilizam fundamentalmente as mãos (mas também outras partes do corpo, como braços, mãos, cotovelos e pés) para aplicar diferentes tipos de pressão e manipulação de músculos e tecidos, gerando sensação de completo bem-estar.

A massagem não é apenas uma experiência agradável, mas altamente recomendada para cuidar do corpo, da mente e das emoções de maneira preventiva, inclusive. Para isso, deve-se procurar um profissional qualificado, que esteja apto a aplicar as técnicas oferecidas, em um ambiente limpo, tranqüilo e livre de perturbações externas.

A freqüência ideal para receber massagens varia de pessoa para pessoa: considera-se o grau de estresse ao qual a pessoa está submetida, sua saúde física e mental, sua afeição ao toque e até mesmo sua condição financeira para pagar as sessões. Normalmente se recomenda, pelo menos, uma ou duas vezes por mês para manter um bom hábito de saúde.

Atualmente são inúmeras as modalidades da Massoterapia: Massagem Relaxante, Ayurvédica, Shiatsu, Sueca, Tailandesa, Tibetana, entre muitas outras. Bebês também são extremamente beneficiados e contam com uma técnica específica para eles! Mas isso é assunto para o próximo post: A Shantala!

quinta-feira, 4 de março de 2010

O uso das Terapias Naturais durante a Gestação


A gestação é um momento em que a mulher passa por intensas transformações: alterações hormonais, oscilações emocionais e desconfortos físicos que podem ser decisivos para a perda de qualidade de vida da gestante.

Os cuidados da maternidade moderna melhoraram significativamente, ampliando a saúde e bem-estar da mulher grávida. A Medicina tem papel fundamental na proteção da saúde da mãe e da criança, porém o suporte oferecido pelas Terapias Naturais não deve ser subestimado. Neste sentido, tais práticas surgem como aliadas no tratamento das queixas mais comuns deste período, como enjôos matinais, dores nas costas, inchaços, sensibilidade aumentada nos seios, insônia, etc.

Estas terapias são aplicadas com sucesso também durante o parto, e pós-parto, auxiliando no tratamento de desequilíbrios como a depressão pós-parto e dificuldade de amamentação, além de contribuírem em situações como infertilidade e abortos, complementando as ações da Medicina Convencional.

As Terapias Alternativas ou Terapias Naturais Complementares (termo mais adequado) vêm conquistando cada vez mais espaço na área da saúde, por promoverem a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de seus praticantes. Estes recursos e técnicas são empregados para a promoção, manutenção e restabelecimento da saúde, visando o equilíbrio do indivíduo de forma integral, ou seja, considerando o ser humano em todos os seus aspectos: social, físico, mental, emocional, espiritual e energético.

As terapias que geram, reconhecidamente, benefícios a mulheres no período da gestação são inúmeras. Algumas modalidades que merecem destaque: Aromaterapia, Acupuntura, Reflexologia, Terapia Nutricional, Homeopatia, Fitoterapia, Florais de Bach, Cromoterapia, Hidroterapia, Yoga e Meditação.

Apesar das diferentes opiniões a respeito da contribuição das Terapias Naturais no nível físico, não há como se negar que tais terapias provêm um enorme suporte aos altos e baixos emocionais que são comumente vivenciados pela maioria das mulheres.

Remédios naturais podem aliviar desequilíbrios e desconfortos da gestação e acelerar a recuperação pós-parto, mas devem ser utilizadas com cautela: muitas terapias devem ser adaptadas para a mulher grávida e outras são contra-indicadas nas primeiras semanas.

Por isso, é sempre importante procurar um profissional qualificado, que esteja acostumado a trabalhar com gestantes e tenha bastante experiência na área. Também é de extrema importância se consultar um Médico Obstetra e perguntar sobre as terapias que se pretende experimentar e sobre qualquer recomendação que o terapeuta tenha sugerido.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Doula


A doula é uma assistente sem titulação oficial que proporciona informação, apoio físico e emocional às mulheres durante a gravidez, o parto e o pós-parto.

"Doulas" não podem ser consideradas parteiras pois não realizam procedimentos médicos como auscuta fetal, medição de pressão e exame de toque do colo uterino. Sua função intraparto é de dar apoio físico e emocional à mulher em trabalho de parto. Durante a gestação fornecem informações baseadas em evidências científicas para evitar cesáreas indesejadas/ desnecessárias, proporcionar uma experiência positiva de parto, maior formação de vínculo mãe/bebê. São figuras importantes na retomada do parto fisiológico, natural, humanizado.

Desde os primórdios da humanidade foi se acumulando um conhecimento empírico, fruto da experiência de milhares de mulheres auxiliando outras mulheres na hora do nascimento de seus filhos. Com a hospitalização do parto nas últimas décadas, as mulheres desenraizadas e isoladas perderam esse apoio psico-social. Como parte do processo de integração dos conhecimentos tradicionais milenares acumulados pela experiência humana com os progressos científicos contemporâneos, vem surgindo, no frio cenário do parto hospitalar, a figura da doula.

A palavra grega doula, vem sendo utilizada a partir das pesquisas de Marshall H. Klaus e John H. Kennel no inicio da década de 90 para designar aquelas mulheres capacitadas para brindar apoio continuado a outras mulheres, (e aos seus companheiros e/ou outros familiares) proporcionando conforto físico, apoio emocional e suporte cognitivo antes, durante e após o nascimento de seus filhos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde de vários paises entre eles o Brasil (portaria 28 de maio de 2003) reconhecem hoje após uma década de pesquisas cientificas a enorme contribuição da presença da doula nesse momento tão significativo e de tão profundas repercussões futuras. Tem se demonstrado que o parto evolui com maior tranqüilidade, rapidez e com menos dor e complicações tanto maternas como fetais. Torna-se uma experiência gratificante, fortalecedora e favorecedora da vinculação mãe-bebê. As vantagens também ocorrem para o Sistema de Saúde, que além de oferecer um serviço de maior qualidade, tem uma significativa redução nos custos dada a diminuição das intervenções médicas e do tempo de internação das mães e dos bebês.

Na América do Norte, por exemplo, estima-se que existam atualmente de 10.000 a 12.000 doulas. No Brasil, a demanda de mulheres e instituições que solicitam esse serviço, ainda que bem menor, também vem crescendo significativamente. Mais de 100 doulas atuam no atendimento individual à mulher (particular, acompanhando partos em casa, casa de parto e maternidades) e outras tantas como voluntárias em hospitais do SUS.

FONTE: http://en.wikipedia.org/wiki/Doula

Balneoterapia


Balneação líquida (imersão do corpo em água minero-medicinal, quente ou fria), Balneação gasosa (exposição ao ar livre ao vapor), e Balneação por irradiação (exposição aos raios solares) são o conjunto de atividades que engloba a Balneoterapia.

As águas minero-medicinais são aquelas que emergem do solo e por suas especiais características como composição química, efeitos biológicos e farmacodinâmicos, são consideradas agentes terapêuticos. Empírica, de início, a prática também conhecida por termalismo, atualmente é reconhecida no campo experimental e científico.

Na Europa, desde a Antiguidade se recorre aos banhos como método terapêutico natural. Desde o ínicio do século XX há a retomada destas práticas e inúmeras pesquisas científicas são realizadas nas estações termais permitindo melhor conhecimento acerca do valor terapêutico e composição das fontes, precisar suas indicações e aperfeiçoar as múltiplas aplicações de tratamento.

Nos centro balneários, convencionalmente, se utilizam as águas mineirais, lamas e argilas. Estes estabelecimentos de saúde oferecem diversos tipos de tratamentos: cura hidropínica (ingestão das águas), cura atmiática (inalação e tratamentos respiratórios), hidroterapia (banhos, duchas, jatos, imersões, flutuação, etc), geoterapia (aplicações das lamas e argilas).

É importante saber distinguir entre Hidrología Médica e Hidroterapia. A primeira refere-se ao ramo da medicina responsável pelo estudo das características essenciais e aplições que posuem as águas minero-medicinais. Enquanto a hidroterapia se ocupa das aplicações a nível tópico das águas potáveis com fins terapêuticos. As semelhas destas práticas são a utilização da água como agente terapeutico e algumas técnicas de banhos, duchas e jatos.

Cada balneário é único em relação à temperatura e composição mineral de suas águas e, por isso, têm indicações específicas dependem do tipo de solo, rochas e gases presentes em seu ponto de emersão. No geral são indicadas para problemas articulares, dores e atrofias musculares. Os tratamentos que empregam as águas minerais também são extremamente importantes para reabilitação após traumas, fraturas e cirurgias. Além disso, os elementos químicos presentes nestas águas auxiliam na cura de processos inflamatórios crônicos e muitos tipos de dermatites.

Portanto, um tratamento complementar ou preventivo de doenças, a Balneoterapia fortalece o organismo, gerando resistência e menor receptividade a agentes patogênicos.

Florais de Bach


O Dr. Edward Bach, um médico inglês, depois de atuar como bacteriologista num hospital de Londres e de obter êxito profissional com suas vacinas orais, entrou em contato com a Teoria Homeopática, o que resultou em seu primeiro, e muito famoso, trabalho dentro da sociedade homeopática: Os sete nosódios de Bach”.

Influenciado pela homeopatia, prossegue suas investigações, porém, utilizando plantas. Convencido de que deveria buscar mais remédios, abandonou seu laboratório e resolveu morar em Gales, na Grã–Bretanha. Lá descobriu que tinha uma sensibilidade tal que lhe permitia sentir as vibrações transmitidas pelas flores apenas tocando-as ou colocando na boca as gotas que o orvalho deixava sobre elas. Ao mesmo tempo constatou que, enquanto algumas flores eram capazes de provocar sentimentos negativos, outras tinham a propriedade de transformá-los. Entre os anos 1930 e 1934, o Dr. Bach identificou 38 flores e escreveu os fundamentos da sua nova medicina que poderia ser praticada por pessoas comuns.

As essências florais são extratos líquidos sutis, geralmente ingeridos por via oral, usados para tratar questões de bem-estar emocional, do desenvolvimento da alma e da saúde do corpo-mente. Elas agem devido às energias vitais provenientes da planta e contidas na matriz à base de água, têm uma natureza vibracional, são altamente diluídas, sob um ponto de vista físico, porém contém um poder sutil enquanto substâncias potencializadas, pois incorporam os padrões energéticos específicos de cada flor. Atuam através dos vários campos de energia humanos, os quais por sua vez influenciam o bem-estar mental, emocional e físico.

Não contém moléculas das substâncias medicinais específicas extraídas das flores e nem princípio ativo farmacológico. Em vez disso, as essências florais são preparadas a partir de flores frescas, ainda úmidas de orvalho, que colocadas num recipiente de vidro transparente cheio de água de fonte nas primeiras horas da manhã e são deixados sob a luz do sol por várias horas. A energia da luz do sol transfere por ressonância o próprio padrão de energia da flor – diretamente para a água. Acrescenta-se um conservante (conhaque, álcool de cereais ou vinagre de maçã) à água na proporção de um para um (para a conservação). O líquido obtido é chamado de “essência mãe”.

A maioria das essências florais parece funcionar menos sobre o corpo físico e mais no nível da anatomia sutil humana.

Quando as pessoas se fixam numa determinada maneira de reagir emocionalmente ao mundo em torno delas, isto acontece porque seus corpos emocionais magnéticos também estavam fixados em padrões de energia dos nossos corpos; então, as perturbações emocionais poderiam acabar produzindo doenças físicas através da conexão energética sutil entre as dimensões física e espiritual. Os terapeutas modernos que utilizam as essências florais acreditam que estas possuem a capacidade de reequilibrar vibracionalmente perturbações nos corpos sutis, de modo a criar uma melhor saúde física e psicológica.

FONTES: KAMINSKI e KATZ, 2003 e GERBER, 2000.