quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Alívio natural da dor do parto


Uma das maiores preocupações das mulheres associadas ao parto é em relação à dor. Para entender melhor esta temida sensação, é necessária uma revisão da fisiologia do nascimento. Realmente, a passagem de um bebê pela pélvis de uma mulher não poderia estar isenta de desconforto! De acordo com antropólogos, a origem da dor no parto e a dificuldade de parir estão associadas ao caminhar bípede, exclusivo do ser humano.

A dor é geralmente interpretada como um sinal de desequilíbrio orgânico, um alerta de que há algo errado. Porém, a dor intrínseca ao processo de dar à luz não é uma dor comum, é uma dor fisiológica, natural, produto de contrações uterinas intensas e do remanejamento de ossos e ligamentos para que seja possível a passagem do bebê pelo canal de nascimento.

Além da dor física, não se pode deixar de pensar sobre a dor psicológica envolvida. Durante o parto, a mulher estará exposta a uma variedade de sensações, a maioria das quais, nunca vivenciada antes. O ambiente hospitalar também pode gerar efeitos nocivos neste sentido. Assim, emoções como medo, ansiedade e tensão podem gerar uma percepção exacerbada da dor.

Em nossa cultura a dor é vista como algo negativo e deve ser eliminada sempre que possível. De fato, os avanços da medicina moderna permitiram o desenvolvimento de drogas cada vez mais sofisticadas que acabam com a dor. Entretanto, a mesma anestesia que suprime a dor, possui o potencial de causar problemas para mãe e bebê, como desaceleração e até o interrompimento do trabalho de parto. Ao mesmo tempo, uma intervenção leva a outra (efeito em cascata) e o parto pode acabar tendo que ser induzido artificialmente.

A maioria das mulheres é perfeitamente capaz de parir com pouco ou nenhum método de alívio da dor, já que o corpo produz endorfinas e outros hormônios como a ocitocina (substância que gera sentimento de vinculação instantânea entre mãe e filho) para manejar esta dor intensa, mas suportável, que passa imediatamente após o nascimento, dando lugar a sensações de êxtase e realização.

Métodos naturais de alívio da dor

Alguns dos recursos drug-free que podem ser utilizados neste contexto são universais e podem ser empregados por qualquer pessoa, enquanto outros, como as terapias naturais complementares, devem ser aplicados por um terapeuta experiente.

Posicionamento e Mobilidade
Movimentar-se livremente durante o trabalho de parto é, geralmente, uma maneira efetiva de redução da dor. Ficar de pé e caminhar beneficiam a mobilidade dos ossos da bacia e permite que a gravidade ajude o bebê a encaixar-se, podendo encurtar o tempo do trabalho de parto e facilitar o manejo da dor. Algumas posições servem para corrigir apresentações inadequadas do bebê, aumentar o fluxo de sangue do útero ou promover maior conforto. A melhor opção é seguir os instintos durante o trabalho de parto, percebendo e respeitando as necessidades de seu corpo.

Respiração e relaxamento
Existem técnicas que ajudam a aumentar a oxigenação durante as contrações e o relaxamento nos intervalos, mantendo-a focada em seu corpo. Pratique uma respiração calma e profunda durante os intervalos. Durante as contrações, a respiração acelera-se, iniciando lenta e aumentando o ritmo progressivamente. Entretanto, não existem regras fixas, o importante é manter a calma e concentração.

Água
A água quente é um dos recursos mais importantes. Um banho quente (não ultrapassando 38°C) de chuveiro com uma ducha sobre as costas, especialmente quando dirigida a região lombar, diminui as dores das contrações e relaxa músculos e tensões. Uma bolsa de água quente exerce efeitos similares. Já a imersão em banheira, deve ser realizada, idealmente, depois de completados 5 ou 6 cm de dilatação para que não desacelere o processo de dilatação do colo do útero.

Meditação, Visualização, Hipnoterapia
A meditação a ajudará manter-se centrada, consciente e alerta durante todo o parto, reduzindo a ansiedade (aproveite para exercitar as técnicas de respiração). Visualizações criativas não devem ser desprezadas e contribuirão no lidar com cada contração, mantendo o foco longe da dor. Você poderá imaginar seu colo se abrindo, o bebê saindo, e tudo que traga esta mesma simbologia. Outra modalidade que vem ganhando adeptos por todo o mundo é a Hipnoterapia, que poderá ser praticada a partir da 34ª semana de gestação, trabalhando o poder do subconsciente e da auto-sugestão.

Ambiente
Silêncio, privacidade e discrição são características fundamentais para a criação de uma atmosfera positiva para o trabalho de parto. Para complementar use velas (iluminação a ‘meia luz’ influi bastante), aromas, cores e músicas que ajudem a criar um ambiente agradável, livre de perturbações.

Terapias Naturais Complementares

Massagem
A massagem pode ser grande aliada neste momento. É interessante que seu parceiro pratique algumas técnicas antes do parto. O amassamento na região lombar pode ser útil se estiver tendo dores nas costas. Aplicadas nas mãos e pés, ombros e pescoço, são melhores entre contrações e ajudam a relaxar. Esta técnica pode ajudar o seu companheiro a sentir-se envolvido e colaborando de alguma forma.

Aromaterapia
Óleos essenciais também são ótimos aliados durante o parto. Estudos científicos demonstraram alívio de dores e redução de intervenções médicas quando utilizados adequadamente. Jasmim, Sálvia, Rosa, Lavanda e Camomila são Alguns dos óleos que podem ser utilizados. Embora sejam eficazes durante o trabalho de parto, estes óleos devem ser evitados durante a gestação, por isso, não deixe de consultar um especialista antes de utilizá-los!

Acupuntura
Principal técnica da Medicina Tradicional Chinesa, é capaz de colaborar com vários aspectos do parto: acalmar medos, posicionar melhor o bebê, eliminar dores e estimular contrações. As técnicas Moxabustão e Auriculoterapia também oferecem ótimos resultados.

Fitoterapia
Alguns chás podem contribuir com o trabalho de parto, incluindo os de folha de framboesa (promove contrações regulares), camomila e erva-cidreira (para induzir relaxamento), assim como os de Artemísia, Canela e Gengibre.

Homeopatia
Remédios homeopáticos fortalecem a habilidade natural de equilíbrio do corpo humano, funcionando no nível sutil de energia, sem qualquer contra-indicação. Procure um homeopata para indicações de tratamento antes, durante e após o nascimento de seu bebê. Durante o trabalho de parto podem ser recomendados: Arnica, Caulophyllum, Nux vomica ou Hypericum.

Florais de Bach
Remédios Florais também influenciam o conforto emocional no momento tão esperado. Coloque 2 gotas em um copo com água e beba aos poucos nos intervalos das contrações. Use Rescue Remedy para medo e pânico, Olive para exaustão ou Cherry Plum quando sentir que não suporta mais.

Outras alternativas

Estimulação Elétrica Transcutânea - TENS Machine
Trata-se de um pequeno aparelho que ajuda a reduzir as dores das contrações por meio de estimulação nervosa. Esta máquina envia impulsos elétricos através de eletrodos colocados na superfície da pele, próximo aos locais de dor,  bloqueando-a parcialmente e estimulando a produção de endorfinas (analgésicos naturais). As vantagens são que se pode utilizá-la tanto em casa quanto no hospital e não apresentarem efeitos adversos. Você pode alugá-las se não quiser investir tanto.

Gás e Ar
A técnica Entonox, também conhecida como Gás e Ar, consiste na inalação de um gás composto de 50% de Oxigênio e 50% de Óxido Nitroso que promete aliviar as dores das contrações, com efeitos variáveis de pessoa para pessoa. A respiração é realizada com o auxílio de uma máscara e suas vantagens são a fácil utilização, aumento da oxigenação e a não permancência dos compostos nos sistemas respiratório e circulatório. Os efeitos adversos comumente observados são tontura e sonolência, além de boca seca. 

Contudo, é prudente que se tente utilizar os variados recursos naturais disponíveis para o alívio da dor antes de recorrer às drogas sintéticas. Entretanto, não se preocupe se sentir que não é capaz de lidar com a dor, você terá tantos outros métodos ortodoxos de analgesia e anestesia, bastará solicitar à equipe médica. A escolha deve ser sempre sua! Por isso, pesquise, informe-se e reflita bastante sobre suas preferências!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Reflexologia e Cólica Infantil


Tema do livro escrito por Anna-Kaarina Lind, fundadora do Centro de Terapias Naturais Medika Nova, localizado na cidade de Tampere, Finlândia que, desde 1987, dedica-se ao desenvolvimento da Reflexologia no país. Ela publicou seu primeiro livro sobre Reflexologia em 2002 e, em 2009, o guia “Reflexology and Infantile Colic”, resultado de uma experiência de mais de vinte anos pesquisando e tratando, com sucesso, bebês com cólicas.

A Reflexologia é um método terapêutico ancestral praticada por vários povos. É um modo seguro, suave, eficaz e fácil de tratar diversas queixas e vem conquistando cada vez mais adeptos. No Ocidente tornou-se conhecida, principalmente, após trabalhos do americano William Fitzgerald, reconhecido como pioneiro da chamada Teoria das Zonas, base moderna da Reflexologia. Para os bebês, é eficaz no alívio de cólicas, combatendo as dores e ajudando-os a relaxar. É ao mesmo tempo uma ótima maneira de criar vínculo com o bebê, já que o toque é essencial para seu desenvolvimento, proporcionando senso de segurança e nutrição de seu corpo, mente e alma. Representa, ainda, uma alternativa natural, livre de drogas, em um mundo repleto de soluções químicas.


A importância do toque é completamente subestimada na sociedade moderna. Todos os mamíferos se tocam, e todos os primatas o fazem de maneira comunicativa. O tato está relacionado com a pele (sensores nervosos estendem-se por toda a epiderme), a qual se origina da mesma parte embrionária que o cérebro e as membranas dos órgãos internos. Esta profunda relação aponta para a relevância de se acariciar bebês para estimulá-los.

Contudo, é necessário o esclarecimento das diferenças entre a Massagem e a Reflexologia aplicadas em bebês, já que muitas vezes são confundidas. A massagem completa, suave e firme é uma forma maravilhosa de laço afetivo entre mãe e bebê, especialmente quando não há nenhum problema específico. A Reflexologia, em contrapartida, é um tratamento aplicado deliberadamente em pontos reflexos correspondentes a problemas de saúde verificados. No tratamento de bebês com cólicas são trabalhadas as áreas relacionadas ao sistema digestivo, pescoço e costas.

O plano de tratamento é desenvolvido após entrevista com a mãe e avaliação inicial do bebê. Em seguida, estabelecem-se as bases do tratamento, número e freqüência de sessões. O tratamento geralmente é mais intenso no início, espaçando-se as sessões conforme as respostas do organismo. Cada sessão dura em média 40 minutos.

Qualquer bebê pode ser tratado reflexologicamente logo após o nascimento, ou seja, não é necessário que se espere por sinais de cólica. Um momento para uma massagem reflexológica pode ser integrada à rotina diária da família, por isso o terapeuta tem papel importante em ensinar aos pais como massagear seus filhos de maneira eficaz.

O excelente guia de Anna-Kaarina contém um passo-a-passo fotografado e ilustrado, com instruções claras e obejetivas, além de um capítulo dedicado à Nutrição Vital de Mãe e Bebê, escrito por Maarit Enne, destacando a importância da alimentação equilibrada para manutenção da saúde do bebê e prevenção de cólicas.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dores nas costas durante a gestação


Quase todas as mulheres sofrem de dores nas costas durante algum momento da gravidez. Cada corpo é único: enquanto algumas gestantes sentem dores intensas, outras podem sentir leves desconfortos.

As dores nas costas logo no início da gestação são relacionadas à deslocação do centro de gravidade do corpo da mulher e às transformações hormonais que acontecem neste período. Durante a gravidez, os hormônios prepararam o corpo para o parto através do afrouxamento dos ligamentos que unem os ossos da pelve e da coluna. Muitas mulheres sentem dor nas costas nas em pé, em flexão ou até mesmo deitadas. O aumento do útero também enfraquece os músculos abdominais, alterando a postura e exercendo pressão sobre as costas.

Muitas mulheres sentem dores agudas em toda a extensão da coluna, na região lombar, além de sua irradiação para pernas e nádegas. Esta dor intensa freqüentemente é resultado da pressão da cabeça do bebê sobre os ossos pélvicos e nervos, o que pode causar sensação de pernas fracas ou adormecidas.

Tratamento
Existem várias maneiras de aliviar algumas das dores nas costas durante a gravidez. Descansar em um banho morno de imersão ajuda a relaxar toda a parte posterior do corpo dolorida. É importante ressaltar que a temperatura da água não deve ultrapassar 38°C, podendo ser perigoso. Aplicar compressas frias diretamente nas áreas afetadas é uma pratica segura e também pode ajudar a diminuir as dores.

Prevenção
Naturalmente, o ideal seria evitar que as dores nas costas acontececem. Embora não haja garantias, algumas medidas simples podem evitar o agravamento deste desconforto tão comum durante a gravidez:

• Exercícios: Começar um programa de exercícios personalizado no início da gravidez ajuda a fortalecer e alongar os músculos das costas e pernas. Confira os exercíos mais adequados no post sobre Atividade Física durante a gestação.

Postura: Manter a coluna ereta. Quando sentada por longos períodos, a mulher pode fazer o exercício de esforçar-se para manter os pés ligeiramente levantados do chão, além de realizar pausas freqüentes para levantar-se e caminhar, alongando os músculos e ligamentos e aliviando as dores nas costas.

Calçados adequados: Para a maioria das mulheres grávidas, sapatos confortáveis são os baixos. O salto alto não é recomendado, principalmente quando se pretende evitar dores nas costas desnecessárias.

 Flexão dos joelhos: Ao levantar e ao carregar objetos os joelhos devem ser flexionados e não a cintura. Isso ajudará a prevenir lesões.

Medidas de conforto
Entre outras modalidades que se pode usar para ajudar a aliviar dor nas costas durante a gravidez, destacam-se as cintas e almofadas anatômicas, desenvolvidas especialmente para gestantes.

Durante o dia, as cintas oferecem apoio para a marcha, acrescentando o apoio adicional necessário para o conforto da coluna e, à noite, uma almofada anatômica fornece suporte para todo o corpo.
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Uma boa almofada para a gravidez deve apoiar a cabeça, pescoço, ombros, abdômen e pernas. A posição de lado é mais indicada e pode ser mais confortável e adaptada colocando-se o travesseiro entre as pernas. Estes incríveis travesseirões também ajudam a acomodar a barriga crescente e revelam-se úteis e efetivos também para o pós-parto, portanto, valem o investimento!

Quanto às cintas de sustentação, deve escolher um modelo específico para gestantes, sempre de acordo com as recomendações do médico. Ela manterá o suporte do abdômen na postura, evitando assim dores nas costas durante a gravidez. As cintas também podem abrandar desconfortos associados com varizes, já que ao manter abdômen e útero melhor posicionados, diminui a pressão em algumas veias abdominais.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Florais Finlandeses


O maravilhoso trabalho do Dr. Edward Bach lançou a base para o desenvolvimento das terapias florais em todo o mundo. Com a ajuda de seu trabalho, milhões de pessoas já foram capazes de melhorar seus humores, estados emocionais e bem-estar geral. Os finlandeses também foram inspirados a explorar o efeito harmonizador das plantas de sua própria natureza, tornando-os disponível para todos.

Desde 1983 o poder curador das plantas finlandesas vem sendo pesquisados na Finlândia por vários terapeutas florais. A cooperação entre um grupo de pesquisadores e a equipe de desenvolvimento de produtos da Frantsila Organic Herb Farm (fazenda de produção orgânica de plantas, localizada 40 km a noroeste de Tampere) resultou na seleção das 24 flores para o tratamento floral, adequados ao povo finlandês e à natureza fundamental de seus problemas típicos.

Os florais são preparados de acordo com as instruções do Dr. Edward Bach, utilizando a floração de plantas selvagens finlandesas.

Cada flor possui o seu próprio e específico efeito. Os remédios florais agem no nível psíquico (emocional e mental) e, geralmente, geram um efeito equilibrador, fortificando estados emocionais positivos.

Os florais podem ser utilizados em conjunto com outras terapias, tratamentos ou medicações. São seguros e apresentam nenhuma contra-indicação.

Após ler sobre a descrição de cada flor, se escolhe as que mais se adequam ao estado emocional vivenciado. Deve-se preferir utilizar poucas essências por vez de acordo com um dos seguintes métodos:

Método 1: Adicionar 2 gotas do stock (concentrado) de cada remédio escolhido à um frasco de dosagem de 30ml contendo água mineral pura e 1 - 2 colheres de conhaque (para conservação). Desde novo frasco aplique 2 - 4 gotas, de 2 - 4 vezes por dia debaixo da língua ou misture com um pouco de água. Continue o tratamento por algumas semanas ou até que os sintomas desapareçam. Reduza a dosagem se achar que os efeitos estão sendo muito fortes. Para crianças, deve-se considerar metade da medida.

Método 2: Adicionar 1-2 gotas do stock à um copo com água e bebê-la com freqüência durante o dia.

Uso externo: Os remédios florais podem ser utilizados externamente, como, por exemplo, em um banho, adicionando 1-2 gotas do stock. Os florais também podem ser administrados diretamente sobre a pele.

Seja qual for a maneira com que se tome os florais da Finlândia, seus desenvolvedores sugerem que se mantenha afirmações positivas que estimulem a mente subconsciente, mantendo os objetivos do tratamento sempre em mente.


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Akka, Deusa da Fertilidade


Akka é, tradicionalmente, o espírito feminino nas mitologias Finlandesa e Sami.

O povo Sami, também escrito Sámi, ou Saami são um dos povos indígenas do norte da Europa. Habitam a região que abrange partes do norte da Suécia, Noruega, Finlândia, Península de Kola, na Rússia, e também na zona fronteiriça entre o Centro e Sul da Suécia. Estão entre os maiores grupos étnicos indígenas na Europa.

Na mitologia Finlandesa, Akka é Deusa da Fertilidade, esposa de Ukko, Deus do Trovão. Ela poderia ser vista como o princípio feminino da natureza, a Mãe Terra a quem Ukko (relacionado a Deidades do Tempo) fertilizou. Akka é responsável pela fertilidade, força e sexualidade femininas. Encarregada da procriação de pessoas e animais, além do crescimento das plantas.

Na mitologia Sámi, a primeira Akka foi Madder Akka. Deusa que incorpora o arquétipo materno, junto com seu companheiro, Madder Atcha, formou o casal divino que criou a humanidade. Madder Atcha foi responsável pela alma, enquanto Madder Akka pelo corpo.

Suas três filhas também estavam envolvidas com a procriação. Sarakka apoiando mulheres durante o parto. Ao nascimento de uma criança do sexo masculino, Juksakka era quem lhe havia assegurado a mudança de sexo, originalmente feminino. Uksakka, quem vivia no subsolo, cuidava dos interesses dos recém-nascidos.

Acreditava-se que, juntos, todos eles ajudavam a inspiração para os nomes dos bebês!

FONTES:
The Gods of Finland and Lapland: http://www.godchecker.com/pant heon/finnish-mythology
Smart, Dr. Anthony, “Madderakka (1999)”: Encyclopedia Mythica

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O vídeo do Parto



Vídeo imperdível sobre as responsabilidades e escolhas do Nascimento!


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Rede de Significações


A Professora Katia de Souza Amorim, do Departamento de Psicologia e Educação da Universidade de São Paulo, ministrou hoje a palestra The Network of Meanings Perspective: using a complex paradigm to apprehend the child and investigate his/her situated developmental processes”, na Universidade de Tampere (Tampereen Yliopisto), Finlândia.

Em seu estudo, “Perspectiva da Rede de Significações: usando um paradigma complexo para compreender a criança e investigar seus processos de desenvolvimento”, a professora Katia trabalha na área da psicologia  do desenvolvimento e cultural, focando, primeiramente, a incorporação dos aspectos sócio-econômicos e culturais na delimitação do desenvolvimento humano. Os estudos são realizados, principalmente, por meio da análise de vídeos de bebês e crianças pequenas com ou sem necessidades especiais, produzidos em creches e centros de cuidados infantis. Neste trabalho, a partir da observação da linguagem de comunicação dos bebês (sobretudo a expressão corporal), procura entender os processos de significação.

A professora apresentou o Centro de Investigações sobre Desenvolvimento Humano e Educação Infantil (CINDEDI), grupo multidisciplinar do qual faz parte, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP) que realiza pesquisas com o objetivo de formular novos conhecimentos e recursos humanos na área de desenvolvimento da criança e educação infantil.

O CINDEDI, que existe desde 1991, é referência na área do desenvolvimento infantil. Atualmente o grupo, que conta com cerca de 50 profissionais das áreas de psicologia, educação, medicina, serviço social, terapia ocupacional e filosofia, elabora materiais didático-científicos para serem utilizados em programas de formação de recursos humanos em instituições de educação infantil, além de prestar assessoria a programas do Ministério da Educação, por meio da definição de diretrizes curriculares e de avaliação da qualidade destas instituições.

Jutamente com o CINDEDI e com a Professora Clotilde Rossetti-Ferreira, os estudos da professora Kátia fazem parte de um conjunto de investigações que vêm contribuindo com a elaboração da perspectiva teórico-metodológica da Rede de Significações para o estudo e a compreensão dos complexos processos de desenvolvimento humano.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Salt Scrub (esfoliação de sal marinho)


Como o nome revela, esta modalidade, muito comum em Spas e Centros de Talassoterapia, ajuda a eliminar as células mortas da pele, deixando-a macia e brilhante. Ajuda também a desintoxicar o corpo, promovendo uma sensação geral de bem-estar.

O terapeuta aplicará uma mistura de sal marinho, água e óleos essenciais sobre o corpo umedecido usando um toque firme, de baixo para cima e com movimentos circulares. A pressão deve ser adequada a sensibilidade ao toque de quem recebe, de forma a manter o conforto. Em seguida, o sal é retirado com uma ducha fria ou com uma ducha Vicky, dependendo da estrutura do local.

Este é um tratamento especialmente útil para quem sofre de dores reumáticas crônicas, má circulação ou desequilíbrios de suorÉ contra-indicada para quem está com a pele lesionada: feridas, erupções, queimaduras ou alergias. 

A sessão pode ser realizada independentemente ou em combinação com outros tratamentos como bandagens e massagens, além da ducha já mencionada. É uma técnica bastante simples e prazeirosa. Você pode fazer uma sessão caseira uma vez por semana para regenerar a pele e relaxar a mente! Anote a receita:

Esfoliante de Sal Marinho para o Corpo

Ingredientes
2 colheres de sopa de sal marinho (grânulo fino a médio)
3 colheres de sopa de óleo vegetal 100% (Amêndoas, Oliva ou Semente de Uva)
5 a 10 gotas de óleo essencial de sua preferência (Lavanda, Gerânio, Laranja Doce...)

* Misture os ingredientes em um recipiente;
* Tome uma rápida ducha morna para umedecer o corpo;
* Aplique a mistura à pele, começando pelas pernas e subindo, esfregando com movimentos grandes e circulares, sempre em direção ao coração;
* Enxague-se em uma ducha fria, seque-se e aplique um hidratante;
* Mantenha-se aquecido e descanse por 20 minutos.

Para deixar este momento de auto-cuidado perfeito, certifique-se de que não será interrompido, coloque uma música tranquila e acenda algumas velinhas!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Plano de Parto


Um plano de parto é uma carta de exatamente como a parturiente (termo utilizado para designar ‘aquela que está em trabalho de parto ou pariu há pouco tempo’) deseja que as coisas aconteçam durante e após o parto. Este plano deve incluir todos os detalhes: de que tipos de métodos de alívio de dor poderão ser utilizados até quem serão os acompanhantes do parto. Também especifica onde se deseja ter o bebê: em casa, hospital ou clínicas especializadas (casas de parto). Esta carta deve ser entregue ao médico responsável, hospital ou clínica onde será realizado o parto e, se possível, anexado ao prontuário (no caso do parto hospitalar), assegurando o respeito às vontades da mulher.

Estes planos são absolutamente individuais, visto que o que é agradável para uma mulher, não é, necessariamente, para outra. Cada mulher, gestação e parto são únicos. É comum que a gestante se sinta perdida entre tantas opções e opiniões, por isso escrever um plano de parto ajuda a organizar idéias, estabelecer prioridades e determinar preferências. Também pode ser útil assinalar questões em que as possibilidades não estejam claras. Um médico ou uma doula poderá esclarecer as dúvidas, ajudando a mulher a fazer escolhas adequadas para um parto tranqüilo e seguro.

O plano deve ser discutido, sobretudo, com o parceiro e com qualquer outra pessoa que estará presente no parto, assim todos estarão cientes do desejo da parturiente. De qualquer forma, as circunstâncias podem mudar, por isso uma atitude flexível será necessária se a situação não seguir conforme o planejado.

Itens indispensáveis de um plano de parto:

  • Onde deverá acontecer;
  • Quem assistirá à parturiente (médico, parteira, enfermeira);
  • Quem estará presente (parceiro, amigos, familiares, doula, terapeuta)
  • Considerações sobre monitoramentos, métodos de indução de parto, medicamentos para manejo da dor e sobre episiotomia (corte no períneo - grupo de músculos pélvicos - para ampliar a abertura vaginal);
  • Como se pretende gerenciar o parto: liberdade de movimento, alimentação, ingestão de líquidos, banhos, massagens, etc;
  • Utilização de materiais como bola, aparelhos de som, óleos essenciais, ou o que se deseje levar para o quarto;
  • Como deve ser o tratamento do bebê após o parto (contato, amamentação, procedimentos de limpeza);
Este plano é uma lista de preferências e não uma previsão do que realmente vai acontecer. O trabalho de parto e parto podem tomar rumos inesperados, singulares. Se o plano será ou não seguido dependerá dos acontecimentos de antes, durante e depois do parto. As vantagens e riscos de cada procedimento devem ser avaliados pela parturiente e seu parceiro.

Por isso, este plano é provisório, não compromete a parturiente a seguir o que foi pré-estabelecido, podendo alterá-lo conforme seu desejo. A equipe que assistir ao parto também deve estar preparada para desvios do plano, se necessário, para preservar a saúde da mãe e do bebê.

No link http://www.amigasdoparto.com.br/plano3.html estão disponíveis informações muito bem detalhadas sobre todas as opções, possibilidades e situações que devem ser consideradas na hora de criar este documento. Neste outro http://www.birthplan.com/ (em inglês) você poderá criar online um plano de parto personalizado.
 
Este simples exercício, além de documentar todas as ressalvas para o parto, fará com que a gestante reflita profundamente sobre seus desejos, fazendo-a sentir-se mais segura no momento decisivo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Geoterapia


Conjunto de práticas que empregam elementos da Terra, como lamas, argilas, rochas, pedras e cristais com finalidade terapêutica.    

As propriedades da Geoterapia fundamentam-se no poder regenerador, refrescante, anti-inflamatório, descongestionante, purificador, cicatrizante, anti-séptico e calmante que possui a Terra (matriz de fontes, minerais, metais, água e vegetais). O mais estável dos elementos da Natureza, é onde a vida começa e termina.

A farmácia natural da Terra provém a nossos corpos vitaminas essenciais, minerais e oligoelementos que funcionam não apenas em nível bioquímico. Foi demonstrado (estudos canadenses e russos) que estas substâncias são carregadas de energia solar, magnética (determinada pelo campo vibratório do planeta) e estrutural (variável de acordo com o tipo de solo, composição geológica e química, idade das camadas, clima, resíduos vulcânicos, entre outros fatores), agindo, dessa forma, também em nível vibracional, energético, sutil.

Reconhecida milenarmente como terapia natural, a Geoterapia têm sido utilizada por muitos povos (Egípcios, Gregos, Romanos, Japoneses, Vietnamitas, Coreanos - só para citar alguns que tornaram seu uso notável) para reestabelecer o equilíbrio do corpo, mente e alma. Na atualidade, uma retomada dos conhecimentos tradicionais, simples e integrados à natureza, nos faz compreender as maravilhas curativas que a Terra tem a nos oferecer!

domingo, 23 de maio de 2010

Duchas e Jatos


Spas, Balneários e Centros de Hidroterapia aproveitam os benefícios do efeito mecânico da água por meio de sofisticadas técnicas crenoterápicas com pressão: duchas e jatos. A água é direcionada à várias áreas do corpo com temperatura e pressão variadas (de 1 à 12 atm) de acordo com o propósito terapêutico. Quanto mais potente o jato e mais estreitos os orifícios por onde sai a água, maior o estímulo para a pele, circulação e órgãos internos.

Jato escocês (Scotch Hose ou Jet Blitz) 
Durante a sessão de jato escocês o terapêuta fica a uma distância de 4 metros de quem recebe a técnica, direcionando um jato de água quente, fria ou alternada em alta pressão ao corpo. Este tipo de jato estimula as circulações sanguínea e linfática e também os órgãos internos.  É uma técnica popular para emagrecimento, tratamentos anti-celulite e anti-estresse. Utilizada ainda para enxaguar as lamas e argilas quando empregadas. Aplicações de água fria são indicadas, sobretudo, para pós treinos e exercícios físicos, durante intervalos de competições esportivas e provas de resistência. Já as aplicações com água quente são úteis para estimular o metabolismo e melhorar as funções imunológicas. São praticadas, com êxito, em tratamentos de artrites, lombalgia crônica, menstruações irregulares, tensões musculares e problemas leves de circulação sanguínea. É contra-indicada para pessoas com problemas cardíacos, pressão alta, inflamações e veias varicosas.

Ducha Vicky
Quem recebe a técnica deita de bruços em uma maca enquanto a água sai de cinco ou mais chuveiros direcionados ao corpo. A temperatura da água é constantemente morna ou pode alternar-se com água fria. Uma suave pressão de água caindo em todo o corpo é extremamente relaxante e sedativo enquanto pressões maiores estimulam e tonificam. Como complemento o corpo pode ser escovado com uma escova de cerdas macias para aumentar a circulação periférica. Inicialmente criada para pacientes paraplégicos, é utilizada para tratar fadiga, congestão linfática e hipertensão leve. Contra-indicada em casos de edemas linfáticos, lesões abertas na pele, instabilidade vascular e gravidez.

 


Ducha Suíça
A ducha suíça tem nove ou mais válvulas de jatos que jorram água acima da cabeça e nas laterais do corpo. Podem ser realizadas antes ou depois de esfregar e esfoliar o corpo, envoltórios ou massagens. É indicada para insônia, estresse e tensão. Útil no tratamentos de dores crônicas de coluna. Não deve ser utilizada por aqueles que apresentam quadros de tromboses, problemas cardio-vasculares e desordens venosas.

Ducha de Afusão
Consite em uma ducha em posição horizontal e decúbito prono (barriga para baixo) como na Ducha Vicky combinada à ação do toque terapêutico. Durante a sessão as duchas são direcionadas com pressão suave enquanto o terapeuta executa movimentos de effleurage (deslizamentos) geralmente utilizando óleos essenciais.

Classificação das duchas conforme forma de emissão da água:
Ducha de Chuva
Os orifícios por onde sai a água devem ter 1 milímetro de diâmetro, o que faz com que a pressão de saída da água produza sensação parecida com a de um chuvisco. É aplicada por 5 minutos com temperatura morna ou quente.

Ducha Filiforme
Os orifícios da ducha devem ser de 0,5mm de diâmetro, o que aumenta a pressão de saída da água. A duração recomendada é de 4 a 5 minutos de aplicação da água à zona que se pretende tratar. A temperatura da água deve ser quente.

Ducha Circular
Neste caso se recebe água por várias duchas ao mesmo tempo. Se regula a pressão e temperatura proporcionando uma massagem superficial dos pés à cabeça. Este tipo de ducha esta especialmente indicado para má circulação e também como auxiliar em tratamentos de emagrecimento.

A pronta disponibilidade da água possibilita que nos beneficiemos de suas propriedades mesmo estando em casa. Estas valiosas ferramentas de hidroterapia nos ajudam a cuidar de nossos corpos de maneira prazerosa. Pode ser tomando uma ducha fria estimulante de manhã ou um banho quente relaxante após um dia de trabalho, você escolhe!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Prevenção da Obesidade Infantil


A obesidade infantil vem aumentando de forma significativa e determina inúmeros desequilíbrios, não só na infância, mas também na vida adulta. É reconhecida, ainda, como um dos maiores problemas de saúde das sociedades modernas civilizadas.

A obesidade é uma enfermidade crônica, caracterizada pelo acúmulo excessivo de energia em forma de gordura, resultante de uma ingestão energética/calórica acima da gasta pelo organismo, em uma dimensão tal que compromete a saúde. Caracteriza-se ainda por um desequilíbrio complexo e multifatorial, que compreende fatores fisiológicos: genéticos, endócrinos e metabólicos, fatores ambientais: culturais, sociais e familiares, além de fatores psicológicos, comportamentais.

Existe uma clara tendência entre os membros de uma mesma família apresentarem condições de massa corporal semelhantes, o que, sem dúvida, sugere uma ligação genética de predisposição a obesidade. Todavia, este não é o fator determinante, destacando-se os fatores externos, principalmente no que se refere ao estilo de vida (que incluem hábitos alimentares, pratica de atividades físicas, auto-cuidado, etc) compratilhados pela família, como decisivos. Contata-se a forte influência do entorno familiar no desenvolvimento da obesidade infantil.

O impacto psicológico que a obesidade tem em crianças e adolescentes também é muito significativo, pois pode ser determinante no aparecimento de perturbações que afetem esses indivíduos por toda a vida, dessa forma, deve ser seriamente considerado.

A persistência desta condição de saúde até a idade adulta aumenta significativamente os riscos de diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, entre outras.

Portanto, o tratamento da obesidade antes da idade adulta é de extrema importância, pois os hábitos e estilo de vida da criança estão sendo construídos, dessa forma, são mais fáceis de transformar. Por isto, ressalta-se a relevância da adoção de medidas preventivas, simples, sem potenciais efeitos adversos e de baixo custo.

Neste contexto, a Naturologia, que se trata do uso de diversas técnicas que utilizam os recursos naturais na manutenção e promoção da saúde, além de possuir um forte caráter educativo e de conscientização, poderia ser amplamente empregada, complementando tratamentos convencionais, participando de equipes profissionais envolvidas em uma abordagem integral de cuidado.

Algumas terapias que poderiam oferecer benefícios em um programa de prevenção da obesidade infantil:

Sistemas Florais
Reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde, os Sistemas Florais, que consistem em extratos líquidos sutis de flores silvestres, altamente diluídos, poderiam atuar no aspecto emocional que a obesidade envolve.

Hidroterapia
Terapia que se destaca como potencial para o tratamento e acompanhamento da obesidade. A Hidroterapia se se vale do valor terapêutico da água para o reequilíbrio de inúmeros transtornos e confere à terapia aquática tanto suporte psicológico para o desenvolvimento saudável da criança, quanto aumento de sua consciência corporal, por ação das propriedades da água.

Arte Terapia
Ainda com a contribuição de terapias relacionadas à Naturologia, o entendimento da arte como expressões do inconsciente, poderia compreender um instrumento de diagnose e tratamento, visto que crianças, por não possuírem a mesma capacidade verbal e cognitiva de um adulto, poderiam expressar de forma subjetiva suas emoções e impressões com maior facilidade através de meios lúdicos como o desenho, liberando tensões e traumas contidos.

Ações Educativas
Além da abordagem terapêutica acima descrita, um programa efetivo de prevenção deve contar com ações educativas apoiadas na divulgação de informações e orientações que envolvam a criança e sua família por meio de uma abordagem que combine educação em saúde e apoio integral.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Watsu®

Combinação de duas palavras: water (água) e shiatsu (terapia tradicional chinesa de reequilíbrio físico e energético do corpo), foi desenvolvida em 1980 pelo professor norte-americano Harold Dull que, brilhantemente, uniu os benefícios do shiatsu aos da água aquecida.

Durante uma sessão de watsu, realizada em água a 36°C, quem recebe a técnica flutua suavemente por cerca de uma hora com o apoio do terapeuta que o balança, embala e estica, enquanto a coluna é liberada de tensões. A cabeça é mantida acima da água. Olhos fechados e ouvidos submersos.  Os ritmos cardíaco e respiratório se sobressaem gerando uma experiência de interiorização.

O Watsu® é um trabalho corporal aquático, realizado em duplas, que promove relaxamento, aumento da flexibilidade e regulação do tônus muscular, e a completa sensação de bem-estar: não somente físico, mas também mental e emocional.

Em seu livro sobre a técnica, Harold Dull afirma:

“A água aquecida é o meio físico ideal para libertar o corpo. Flutuar, respirar levemente, deixar o suave calor penetrar no corpo, dissolvendo tensões. Alongar-se delicadamente junto com o parceiro numa dança espontânea, em um fluxo contínuo de contato e unidade. Fluir para estados de relaxamento mais e mais profundos, encontrando paz e plenitude em níveis de consciência em que tensões e traumas não encontrem mais lugar”. (DULL, 1997)

Sessões de watsu ajudam a amenizar estados de estresse e ansiedade. Emoções reprimidas também podem surgir. De qualquer forma, o profissional não interromperá a sessão para perguntar sobre detalhes ou pedirá para recordar traumas do passado.
 
É uma terapia apropriada para gestantes, crianças, portadores de deficiência física e mental. Indicada ainda para disfunções musculares e articulares (sobretudo fibriomialgia e dores crônicas), dependências, fobias, entre muitas outras condições.
 
Curiosidade: O watsu é uma marca registrada por Harold Dull, por isso deve-se utilizar o símbolo ®.

Para quem quiser mais informações, os sites http://www.watsubrasil.com/ e http://www.watsu.com/ são os oficiais.

sábado, 8 de maio de 2010

Shantala

“A massagem dos bebês é uma arte tão antiga quanto profunda.
Simples, mas difícil.
Difícil por ser simples.
Como tudo o que é profundo.”
(Frèdèrick Leboyer)

Shantala é uma técnica milenar de massoterapia, originária da Índia, amplamente empregada pelas mães indianas. Esta técnica foi trazida ao Ocidente por Frèdèrick Leboyer, obstetra francês que, no ano de 1974, popularizou técnicas mais gentis de nascimento com a publicação de seu livro "Pour Une Naissance Sans Violence", publicada em português com o título “Nascer Sorrindo” (Editora Brasiliense - 1975).

Leboyer, aclamado internacionalmente como um dos mais influentes obstetras da atualidade, entou em contato com a técnica em uma viagem a Calcutá na década de 1970.

Fascinado ao ver uma jovem paraplégica que massageava e acariciava seu bebê, registrou a técnica como Shantala, nome da jovem mãe. Publicou a sequência completa fotografada em seu segundo livro “Un art traditionnel: Le massage des Enfants” de 1976, editado em Português pela editora Ground.

Seguem as principais considerações mencionadas por Leboyer em seu livro:

AMBIENTE

• A sessão de massagem deve ser realizada em um ambiente suficientemente aquecido para que o bebê não sinta frio. Em dias quentes e ensolarados encoraja-se praticar ao ar livre.
• Local tranquilo em que a mãe possa ficar à vontade com seu bebê.

MATERIAIS

• São utilizados sempre óleos vegetais naturais. Qualquer óleo de origem mineral deve ser rejeitado! Na Índia são comuns os óleos de mostarda e côco. Amêndoas e Calêndula também são excelentes para peles sensíveis como as dos bebês. O óleo deve ser mantido morno num pequeno recipiente, próximo a mãe.
• Utiliza-se também uma toalha estendida sobre as pernas.

CONDIÇÕES

• A massagem, propriamente dita, não deve ser aplicada antes que o bebê complete um mês. Antes disso deve-se tocar o bebê mais do que massageá-lo, simplesmente acariciando, roçando sua pele.
• Dar início com sessões curtas e aumentar o tempo progressivamente, mantendo a prática, pelo menos, nos quatro primeiros meses.
• A massagem pode ser feita de manhã e repetida à tarde, antes do sono.
• O bebê deve estar de estômago vazio, ou seja, a massagem não deve ser feita após a mamada.
• É fundamental que a mulher esteja sentada no chão, mas não em contato direto com o solo. Pernas esticadas, costas eretas, ombros relaxados.

CARACTERÍSTICA DOS MOVIMENTOS

• O ritmo lento e uniforme deve ser mantido do começo ao fim da massagem. É preciso ter muito tato, reunindo delicadeza e vigor no toque.

Assista breve sequência de movimentos realizadas por Shantala em seu bebê Gopal, veiculadas no You Tube pela Pró-Matrix.


Terminada a massagem, é o momento ideal para o banho, completando a sensação de profundo relaxamento. O banho não é indicado somente para retirar o excesso de óleo que tenha ficado sobre a pele: trata-se de bem-estar! A água completa o trabalho e a mãe deve preocupar-se em apenas observar e sustentar o corpo do bebê, permitindo-o flutuar. A água deve estar quente, temperatura corporal ou um pouco mais.

Além de estabelecer o vínculo afetivo e um relacionamento mais harmonioso entre mãe e filho, essa técnica auxilia no desenvolvimento da criança. Melhora a rotina do sono, promove relaxamento, beneficia os Sistemas Imunológico, Locomotor, Cardíaco, Respiratório e Digestivo (atua de forma muito eficaz na eliminação de gazes e ao desaparecimento de cólicas intestinais). Influencia e contribui para o desenvolvimento do comportamento da criança, como defende o autora Ashley Montagu no livro “Tocar, o Significado Humano da Pele” quando diz que o toque é uma necessidade comportamental básica do recém-nascido, que o permitirá desenvolver-se socialmente e manter contato com os outros.

A pele é o primeiro sentido do bebê, responsável pelo seu contato com o mundo externo e é preciso dar atenção a esta pele, nutri-la com muito amor, não com cremes.

Serem levados, embalados, acariciados, pegos, massageados constitui para os bebês, alimentos tão indispensáveis, senão mais, do que vitaminas, sais minerais e proteínas! Palavras de Leboyer.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Massoterapia


A Massagem é provavelmente tão antiga quanto a humanidade. Sistemas milenares de Saúde como a Medicina Tradicional Chinesa e Ayurveda incluem técnicas de massagens como práticas importantes de cuidado da saúde física e mental. No Ocidente, Hipócrates, considerado o Pai da Medicina, já mencionava os efeitos positivos desta terapia. No mundo todo, tem sido empregada com êxito por muitas culturas como meio de promover e restaurar a saúde, através de uma abordagem integral do ser humano.

A pele é o órgão mais extenso do corpo humano e o primeiro sistema sensorial a se tornar funcional. Há uma íntima relação entre o Sistema Nervoso e a pele. Ambos originam-se na mesma camada de células embrionárias – a ectoderme. A pele, que está exposta ao meio ambiente, tem um número enorme de receptores sensoriais, captando estímulos de calor, frio, toque, pressão e dor e transmitindo estas informações ao SNC. Como expressado pelo autor André Virél, “A pele é um espelho bifásico que desempenha tripla função. Sua superfície externa reflete o mundo da realidade objetiva, assim como o mundo objetivo que existe no interior do corpo. Sua superfície interna reflete o mundo externo de modo tal a comunicar sua realidade às multivariadas células que compõem nossos órgãos.”

O toque provoca uma série de reações benéficas ao organismo como a melhora da circulação sanguínea e linfática, aumento da eliminação de toxinas, relaxamento muscular e mental, conforto emocional, equilíbrio do Sistema Nervoso, melhora do tônus da pele, redução da fadiga, alívio de dores, entre outros.

Mas a massagem vai além do toque, o termo abrange uma série de técnicas que utilizam fundamentalmente as mãos (mas também outras partes do corpo, como braços, mãos, cotovelos e pés) para aplicar diferentes tipos de pressão e manipulação de músculos e tecidos, gerando sensação de completo bem-estar.

A massagem não é apenas uma experiência agradável, mas altamente recomendada para cuidar do corpo, da mente e das emoções de maneira preventiva, inclusive. Para isso, deve-se procurar um profissional qualificado, que esteja apto a aplicar as técnicas oferecidas, em um ambiente limpo, tranqüilo e livre de perturbações externas.

A freqüência ideal para receber massagens varia de pessoa para pessoa: considera-se o grau de estresse ao qual a pessoa está submetida, sua saúde física e mental, sua afeição ao toque e até mesmo sua condição financeira para pagar as sessões. Normalmente se recomenda, pelo menos, uma ou duas vezes por mês para manter um bom hábito de saúde.

Atualmente são inúmeras as modalidades da Massoterapia: Massagem Relaxante, Ayurvédica, Shiatsu, Sueca, Tailandesa, Tibetana, entre muitas outras. Bebês também são extremamente beneficiados e contam com uma técnica específica para eles! Mas isso é assunto para o próximo post: A Shantala!

quinta-feira, 4 de março de 2010

O uso das Terapias Naturais durante a Gestação


A gestação é um momento em que a mulher passa por intensas transformações: alterações hormonais, oscilações emocionais e desconfortos físicos que podem ser decisivos para a perda de qualidade de vida da gestante.

Os cuidados da maternidade moderna melhoraram significativamente, ampliando a saúde e bem-estar da mulher grávida. A Medicina tem papel fundamental na proteção da saúde da mãe e da criança, porém o suporte oferecido pelas Terapias Naturais não deve ser subestimado. Neste sentido, tais práticas surgem como aliadas no tratamento das queixas mais comuns deste período, como enjôos matinais, dores nas costas, inchaços, sensibilidade aumentada nos seios, insônia, etc.

Estas terapias são aplicadas com sucesso também durante o parto, e pós-parto, auxiliando no tratamento de desequilíbrios como a depressão pós-parto e dificuldade de amamentação, além de contribuírem em situações como infertilidade e abortos, complementando as ações da Medicina Convencional.

As Terapias Alternativas ou Terapias Naturais Complementares (termo mais adequado) vêm conquistando cada vez mais espaço na área da saúde, por promoverem a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de seus praticantes. Estes recursos e técnicas são empregados para a promoção, manutenção e restabelecimento da saúde, visando o equilíbrio do indivíduo de forma integral, ou seja, considerando o ser humano em todos os seus aspectos: social, físico, mental, emocional, espiritual e energético.

As terapias que geram, reconhecidamente, benefícios a mulheres no período da gestação são inúmeras. Algumas modalidades que merecem destaque: Aromaterapia, Acupuntura, Reflexologia, Terapia Nutricional, Homeopatia, Fitoterapia, Florais de Bach, Cromoterapia, Hidroterapia, Yoga e Meditação.

Apesar das diferentes opiniões a respeito da contribuição das Terapias Naturais no nível físico, não há como se negar que tais terapias provêm um enorme suporte aos altos e baixos emocionais que são comumente vivenciados pela maioria das mulheres.

Remédios naturais podem aliviar desequilíbrios e desconfortos da gestação e acelerar a recuperação pós-parto, mas devem ser utilizadas com cautela: muitas terapias devem ser adaptadas para a mulher grávida e outras são contra-indicadas nas primeiras semanas.

Por isso, é sempre importante procurar um profissional qualificado, que esteja acostumado a trabalhar com gestantes e tenha bastante experiência na área. Também é de extrema importância se consultar um Médico Obstetra e perguntar sobre as terapias que se pretende experimentar e sobre qualquer recomendação que o terapeuta tenha sugerido.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Doula


A doula é uma assistente sem titulação oficial que proporciona informação, apoio físico e emocional às mulheres durante a gravidez, o parto e o pós-parto.

"Doulas" não podem ser consideradas parteiras pois não realizam procedimentos médicos como auscuta fetal, medição de pressão e exame de toque do colo uterino. Sua função intraparto é de dar apoio físico e emocional à mulher em trabalho de parto. Durante a gestação fornecem informações baseadas em evidências científicas para evitar cesáreas indesejadas/ desnecessárias, proporcionar uma experiência positiva de parto, maior formação de vínculo mãe/bebê. São figuras importantes na retomada do parto fisiológico, natural, humanizado.

Desde os primórdios da humanidade foi se acumulando um conhecimento empírico, fruto da experiência de milhares de mulheres auxiliando outras mulheres na hora do nascimento de seus filhos. Com a hospitalização do parto nas últimas décadas, as mulheres desenraizadas e isoladas perderam esse apoio psico-social. Como parte do processo de integração dos conhecimentos tradicionais milenares acumulados pela experiência humana com os progressos científicos contemporâneos, vem surgindo, no frio cenário do parto hospitalar, a figura da doula.

A palavra grega doula, vem sendo utilizada a partir das pesquisas de Marshall H. Klaus e John H. Kennel no inicio da década de 90 para designar aquelas mulheres capacitadas para brindar apoio continuado a outras mulheres, (e aos seus companheiros e/ou outros familiares) proporcionando conforto físico, apoio emocional e suporte cognitivo antes, durante e após o nascimento de seus filhos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde de vários paises entre eles o Brasil (portaria 28 de maio de 2003) reconhecem hoje após uma década de pesquisas cientificas a enorme contribuição da presença da doula nesse momento tão significativo e de tão profundas repercussões futuras. Tem se demonstrado que o parto evolui com maior tranqüilidade, rapidez e com menos dor e complicações tanto maternas como fetais. Torna-se uma experiência gratificante, fortalecedora e favorecedora da vinculação mãe-bebê. As vantagens também ocorrem para o Sistema de Saúde, que além de oferecer um serviço de maior qualidade, tem uma significativa redução nos custos dada a diminuição das intervenções médicas e do tempo de internação das mães e dos bebês.

Na América do Norte, por exemplo, estima-se que existam atualmente de 10.000 a 12.000 doulas. No Brasil, a demanda de mulheres e instituições que solicitam esse serviço, ainda que bem menor, também vem crescendo significativamente. Mais de 100 doulas atuam no atendimento individual à mulher (particular, acompanhando partos em casa, casa de parto e maternidades) e outras tantas como voluntárias em hospitais do SUS.

FONTE: http://en.wikipedia.org/wiki/Doula